A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova, anunciou que vai ser apresentado na quinta-feira um relatório “independente” sobre o massacre de Bucha, na Ucrânia, em 2022, em que serão apresentados os nomes das pessoas mortas. Moscovo considera que o massacre de Bucha é uma “falsificação”.
“Vários especialistas estão neste momento a analisar novos dados de fontes abertas. E já é claro que são de esperar resultados chocantes”, afirmou, à margem do Festival Internacional da Juventude, em Ecaterimburgo, citada pela agência de notícias russa TASS.
O relatório será apresentado por Maxim Grigoriev, presidente do Tribunal Público Internacional sobre os Crimes dos Neonazis Ucranianos e diretor do Centro para a História da Operação Militar Especial, e foi feito na sequência de um “apelo” de Sergey Lavrov, ministro dos Negócios Estrangeiros russo, a “investigadores independentes e peritos de fact-checking“.
Massacre de Bucha. O que se sabe, o que falta saber e os próximos passos da investigação
A cidade de Bucha, perto de Kiev, foi invadida pela Rússia no final de fevereiro de 2022, nos primeiros dias da invasão em larga escala. Foi reconquistada pela Ucrânia em março, tendo, após a libertação da cidade, sido encontrados mais de 400 corpos com visíveis sinais de tortura, com mãos atadas atrás das costas ou queimaduras, assim como um grande cenário de destruição.
Moscovo sempre negou “categoricamente” o massacre e considera que é uma “campanha de desinformação“. Além disso, circularam notícias falsas nas redes sociais que se referiam ao massacre como resultado de uma “encenação”.
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