Nas profundezas do Mar Báltico, 110 metros abaixo da superfície, um mistério irrompeu das espessas paredes de aço e cimento que transportam gás natural da Rússia para a Alemanha.

Um mistério e um desastre ambiental: uma das quatro roturas identificadas no Nord Stream a 26 de setembro, cuja origem ainda está por apurar — mas que, para os cientistas, não será natural nem fruto de um mero acidente — libertava 22.920 quilos de gás natural por hora em plumas que ascendiam até à superfície e subiam pela atmosfera. Seria o mesmo que queimar 286 toneladas de carvão a cada 60 minutos.

A acreditar na estimativa alemã, que aponta para a fuga de 300 mil toneladas de metano, o potencial de aquecimento global a 100 anos deste incidente equivale à libertação de oito milhões de toneladas de dióxido de carbono, mas a 25 milhões de toneladas caso o potencial seja calculado a 20 anos.

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