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A Trofa, como o resto do país, entrou no outono a enfrentar uma crise económica decorrente da crise pandémica. Prova das dificuldades dos munícipes é que a autarquia teve de abolir parquímetros e baixar o preço da água para pessoas e empresas. Mas os sinais de crise não se estenderam ao executivo. A 14 de outubro deste ano, em pleno auge da segunda vaga, o município liderado pela coligação PSD/CDS decidiu fazer um ajuste direto de 8.290 euros (6.739 mais IVA) para a compra de sete “Iphones 11 PRO de 256Gb” e “reparação de equipamentos iPhone 7”. A maior parte do valor foi assim para os Iphones 11 PRO, com um valor de mercado a rondar os 1.000 euros, foram — segundo confirmou o Observador junto da autarquia — para uso do presidente da câmara, Sérgio Humberto, para quatro vereadores da coligação PSD/CDS e os restantes dois para altos funcionários do município.

Esta não é a primeira vez em que, no historial da contratação pública, são comprados Iphones topo de gama ou com valores em que o preço de um equipamento excede, por exemplo, o salário mínimo mensal praticado pelas autarquias. Em 2019, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDR-C) — então liderado pela atual ministra da Coesão, Ana Abrunhosa — gastou mais de 15 mil euros para fazer “manutenção e adquirir” Iphones XR. Foram 17 só de uma vez e não foi caso único.

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