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Já passava das 3h30 da manhã quando Benjamin Netanyahu subiu ao palco do centro de exposições de Tel Aviv para reagir às primeiras projeções das eleições para o Knesset, o Parlamento israelita. Tinha um ar cansado, a voz ligeiramente rouca e aproveitava as várias pausas no discurso para frequentemente beber água do copo que tinha diante de si. As palavras que usou foram firmes, como é habitual (“Vamos formar um Governo sionista forte para impedir um perigoso Governo anti-sionista”), mas os sinais eram claros: este não era o discurso retumbante de vitória que Netanyahu desejava ter feito.

“O evento do Likud [partido de Netanyahu] tinha um sem número de jornalistas de Israel e de todo o mundo a comentar os resultados, mas poucos políticos ou militantes do partido estiveram presentes para assistir à divulgação das sondagens à boca das urnas, deixando a sala quase vazia”, notava no dia seguinte o jornal conservador Jerusalem Post. Também as imagens das cadeias de televisão deixaram claro que Bibi (diminutivo pelo qual Netanyahu é conhecido) não teve um banho de multidão à sua espera quando decidiu, finalmente, discursar. O contraste com o tom mais animado do discurso do adversário, Benny Gantz, era visível. E com o discurso que o próprio Netanyahu fez na noite eleitoral do passado mês de abril também.

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