Afirma-se sincero e abomina a falsidade, mas é afável quando fala sem evasivas. “A contemporaneidade não quer ter racionalidade, sensibilidade, intelectualidade, nada.” Pintor, escultor, realizador e fotógrafo, nasceu no Porto em 1941 e viveu mais de 18 anos fora do país, em Nice, Paris e Nova Iorque – para não ficar sujeito a que em Portugal avaliassem o seu trabalho através do brilho do pai, o realizador Manoel de Oliveira (1908-2015).

Começou a pintar em 1967 e nessa época realizou as primeiras exposições. Saiu em 1976, com uma bolsa da Fundação Gulbenkian. Só no fim da década de 80 começou a dar nas vistas no país de origem. Hoje está representado nas coleções da Gulbenkian e da Fundação de Serralves e também em instituições como o MAMAC, museu de arte moderna e contemporânea de Nice.

Nesta quinta-feira, 17, no museu da Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva, em Lisboa, inaugura uma exposição antológica, “Da História das Imagens”, com fotografias tiradas entre 1972 e 1988. Destacam-se as séries “A Cidade” (1972), “Projeto com Frutos e Legumes” (1976); “Le Cauchemar” (1980); e “Vénus e o Amor” (1988). Constam também fotografias e postais com reproduções de obras de referência no Ocidente intervencionadas com ovoides, figura geométrica que se tornou imagem de marca do artista.

Com a exposição, é projetado o documentário “Manuel Casimiro: Pintar a Ideia”, da autoria da curadora da mostra, Isabel Lopes Gomes – um filme estreado em Serralves, no Porto, a 9 de dezembro.

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