Dois jornalistas foram vigiados, com recolha de imagens, por uma equipa da PSP ao longo de cerca de dois meses e as contas bancárias de um deles foram passadas a pente fino por ordem de uma procuradora do Ministério Público que os investigava por violação de segredo de justiça. A magistrada pretendia saber com quem os jornalistas se relacionavam para descobrir como ambos conseguiram noticiar em primeira mão a detenção Paulo Gonçalves, o assessor jurídico da SAD do Benfica detido no âmbito do processo e-Toupeira, apurou o Observador. Os dois jornalistas e um coordenador da Polícia Judiciária são agora arguidos por violação do segredo de justiça.

Henrique Machado, à data editor de Justiça do jornal Correio da Manhã e agora na TVI, e Carlos Rodrigues Lima, subdiretor da revista Sábado, foram os primeiros a avançar, ainda antes das 9h00 de 6 de março de 2018, a informação de que o braço direito de Luís Filipe Vieira, presidente da SAD do Benfica, tinha sido detido pela PJ no âmbito de uma investigação por crimes de corrupção. Tanto o diário como a revista semanal explicavam que estavam a decorrer buscas no Estádio da Luz e que Paulo Gonçalves era suspeito de subornar três funcionários judiciais para obter informações privilegiadas relativamente aos processos que o clube enfrentava em tribunal.

Ministério Público diz que houve fuga de informação no caso e-Toupeira

JOSÉ COELHO/LUSA

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