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O diagnóstico que mudou tudo e a escolha que trouxe um porto seguro

Há alturas em que o tapete nos é tirado debaixo dos pés e é bom saber que não nos deixam cair. Pedro Bernardo partilha a história de como a Zurich o ajudou no momento mais difícil da sua vida.

Alguns momentos são decisivos na nossa vida, mas só damos conta disso mais tarde. E há histórias em que esses momentos se multiplicam, como que para forçar um desfecho positivo, quando tudo poderia ser negativo. Pedro Bernardo, 53 anos, tem uma destas histórias e partilha-a connosco, abrindo-nos a porta de casa – a casa que é também protagonista nesta história – contagiando-nos com a sua “vontade de viver intensamente”, como gosta de sublinhar.

Embora habituado às reviravoltas do destino – afinal, já trabalhara como vendedor e técnico de alarmes, instalador de antenas parabólicas e, até, como vendedor de candeeiros – em 2019, a vida do então gerente de uma multinacional da área do software para moldes, localizada em Leiria, deu uma guinada inesperada. Tudo aconteceu na sequência de umas análises de rotina, realizadas no âmbito da Higiene e Segurança no Trabalho. E é logo aqui que a história começa a apresentar contornos curiosos, já que fora o próprio Pedro Bernardo a decidir previamente que queria que todos os colaboradores da empresa tivessem acesso a “um check-up anual completo”, que não se limitasse ao básico exigido por lei. Foi, então, ao fazer as análises previstas neste protocolo que foi detetado um valor anormalmente baixo de hemoglobina, o que motivou um telefonema do laboratório a sugerir uma ida ao médico com a maior brevidade.

Depois de mais análises e investigações – nomeadamente, um mielograma, que é o exame de diagnóstico indicado para avaliar o funcionamento da medula óssea – surge o diagnóstico com que ninguém contava, nem mesmo o médico – mieloma múltiplo, ou seja, um tipo de cancro que afeta a medula óssea.

A vida em perspetiva

Quando ouve do médico a palavra cancro, Pedro Bernardo percebe finalmente o que está em causa – até então, assume que “relativizava” e brincava com o que lhe parecia ser um exagero por parte do hematologista que o acompanhava. “Cai-nos tudo ao chão. É ter consciência que morremos”, diz acerca do que sentiu nesse dia. “Todos sabemos que vamos morrer, mas nem todos temos consciência, a grande diferença entre mim e as outras pessoas que não têm um cancro ou uma doença limitativa, é essa”, explica ainda, acrescentando que logo aí começou a pôr a vida em perspetiva, pensando naquilo que deixou de fazer em prol do trabalho.

Colocar a vida em perspetiva

Não sendo conhecidas as causas que levam ao desenvolvimento desta doença, Pedro Bernardo parece não ter dúvidas sobre o que, no seu caso, poderá ter estado na origem: “Eu acredito que isto advém do facto de o ano de 2018 ter sido muito stressante. O stresse rebenta connosco, temos mesmo de relaxar.”

Com um dia de trabalho que podia começar às 4 da manhã – hora a que acordava e ia para a empresa – e terminar pelas 20 horas, não é de estranhar que diga que “vivia para o trabalho”. Ao ponto de desconsiderar um dos sintomas que sentia e que se devia já à doença – o grande cansaço –, justificado pelas longas jornadas laborais.

Outros sintomas que também tinha, mas a que não prestava muita atenção, prendiam-se com as dores ósseas – que pensava estarem relacionadas com o facto de jogar futsal – ou as constipações frequentes. “Nós cuidamos mal de nós próprios, arranjamos sempre uma desculpa para tudo”, lamenta.

Um aliado “que fez toda a diferença”

Ainda em 2019, Pedro Bernardo começa os tratamentos em ambulatório e, logo depois, realiza um autotransplante de medula óssea. Mais ou menos por essa altura, contacta Vítor António, o seu mediador de seguros, para lhe dar conta do que se estava a passar. A partir de então, o mediador assume o caso, passando a ser o elo de ligação com a seguradora Zurich, no sentido de perceber até que ponto o seguro de vida associado ao crédito de habitação poderia ser acionado nesta situação.

“O Vítor foi um excelente aliado”, diz Pedro Bernardo, não poupando elogios a quem acabou por se revelar um importante suporte em termos humanos: “Enquanto isto decorria, ele tratava de tudo, eu não sabia de nada. Às vezes, ligava-me para saber como é que eu estava, deu-me muito apoio, não só na questão do seguro, mas também na questão psicológica, suportou-me bastante.”

O que também importa dizer é que foi graças à intervenção de Vítor António – anos antes do diagnóstico – que o seguro de vida foi realizado com a Zurich. Foi também graças à intervenção do Vítor António que outros aspetos, como a percentagem de invalidez permanente – que se vieram a revelar determinantes neste processo –, ficaram devidamente acautelados.

Viver o presente, assegurar o futuro

Embora doente, Pedro Bernardo não é homem de parar um minuto que seja. Pai de uma rapariga e de um rapaz, ambos ainda muito jovens, a prioridade passa a ser, além da sua recuperação, “deixar a família protegida”. “Neste intervalo, casei pela Internet em pandemia, organizei a vida toda para que, se eu morresse, eles ficassem todos bem. Até organizei fotografias, isso tudo que costumamos deixar para fazer mais tarde, mas a vida é matreira.”

Por causa desta astúcia e imprevisibilidade da vida, Pedro Bernardo nota algumas alterações na forma como, atualmente, leva o dia a dia: “Noto que agora sou mais exigente comigo, mais exigente com todos e mais ansioso. As coisas têm de ser feitas, tem de ser imediatas, porque amanhã posso já cá não estar.”

Um telefonema que muda tudo

No dia do seu aniversário – o que se seguiu ao diagnostico –, Pedro Bernardo recebe um telefonema de Vítor António. O que este lhe diz muda toda a perspetiva, permitindo-lhe olhar para o futuro com muito mais otimismo. A mensagem é simples, mas fulcral – precisa da sua assinatura nuns papéis. Em causa está a liquidação do crédito habitação.

“Eu nem sabia se havia de rir ou de chorar. Foi um peso enorme que me saiu de cima, porque aquilo que se ouve sempre dizer é que os seguros de vida só pagam se a pessoa morrer. E eu a pensar que estava bem, que se viesse uma junta médica da seguradora eles olhavam para mim e viam que eu estava bem para trabalhar”, desabafa a rir.

Nas suas palavras, a verdade é que “não devemos confundir as instituições com as pessoas”. “Considero a Zurich uma grande instituição, porque não se negou quando eu precisei. Assim como o Vítor. Às vezes, as pessoas reclamam das seguradoras, mas o problema não é a seguradora, mas a pessoa que representa a seguradora.”

No fundo, é a empatia das pessoas e das organizações que realmente faz diferença em momentos tão difíceis, razão por que Pedro Bernardo está certo de uma coisa: “Eu não vou mudar da Zurich [para outra seguradora]. Não só devido a toda a situação relacionada com a casa, mas devido a toda a postura ao longo do processo. Não houve stresses. A única coisa que tive de fazer era aquilo que o Vítor me dizia.”

“Não percam a esperança”

Prestes a regressar ao trabalho – mas agora noutro cargo, esperando que consiga controlar-se na dedicação às suas novas funções – Pedro Bernardo deixa uma mensagem a quem possa ler esta reportagem ou esteja a passar por uma situação idêntica: “Não percam a esperança. A vida é demasiado curta para beber mau vinho. Às vezes, deixamos de fazer as coisas porque pensamos que depois vamos ter tempo, mas será que há problema se eu sorrir mais?” E acrescenta: “Aquilo de que sinto mais falta é de viver intensamente, porque nós não vivemos intensamente. Nós estamos constantemente a bloquear-nos a nós próprios. Devemos viver intensamente sem prejudicar os demais.”

“Não percam a esperança”

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