Depois de sentir a primeira facada no pescoço, Rafael Lopes, 19 anos, ainda tentou fugir em direção à plataforma do metro das Laranjeiras, em Lisboa. Mas um dos quatro suspeitos que o perseguiam acabaria por atacá-lo pelas costas e o rapaz, estudante do ensino profissional, perdeu a vida diante de dezenas de passageiros que circulavam naquela estação. Pouco passava das 13h00 da última quarta-feira. A hora, o local, o motivo até podem mudar, mas há algo que liga este crime a muitos outros que se têm registado nos últimos meses: a violência extrema com que são cometidos e o uso cada vez mais generalizado de armas brancas, como facas.

O crime que vitimou Rafael não foi apenas testemunhado por quem estava na estação. O sistema de videovigilância mostra como dois dos rapazes que lhe fizeram a emboscada fugiram da estação acelerados, sendo detidos horas depois pela Polícia Judiciária (PJ). Os suspeitos ainda roubaram um telemóvel à vítima, mas os inspetores da Secção de Homicídios da PJ acreditam que esse não era o móbil do crime. O homicídio aconteceu no metro de “forma fortuita”, como explicou o coordenador da Investigação Criminal da área de Lisboa e Vale do Tejo, porque na verdade agressores e vítimas — todos já com cadastro — se conheciam. E para tal, avança a PJ, contribuíram as redes sociais onde diariamente grupos que vivem em bairros diferentes se exibem e confrontam.

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