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O procurador do Ministério Público (MP) passou a primeira sessão do julgamento do caso do triatleta com ar de quem tinha uma carta na manga. Mas teve de esperar uma semana até a poder jogar: só na segunda sessão é que Rosa Grilo disse tudo o que tinha a dizer. Nesse dia, e depois de também ele fazer uma série de perguntas, o procurador — até então recostado na sua cadeira, que ia rodando de um lado para o outro —, endireitou-se e colocou os óculos. A carta na manga era mesmo uma carta.

Tinha sido enviada por Rosa Grilo ao homem com quem mantinha uma relação extraconjugal, António Joaquim, em abril do ano passado — numa altura em que ambos já se encontravam em prisão preventiva por suspeitas de serem os coautores da morte de Luís Grilo e estavam proibidos de contactar um com o outro. A carta tinha sido colocada pela viúva dentro de um envelope que outra detida da prisão de Tires utilizava para mandar uma carta ao namorado — também ele detido na mesma prisão em que António Joaquim se encontrava, antes de ter sido libertado. Assim, o documento chegaria ao arguido, alegado co-autor do homicídio de Luís Grilo, escondida dentro da correspondência de outra detida.

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