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Os papéis da abdicação nunca chegaram a ser assinados, também nunca renunciou e, hoje, Simeão II poderia ser o monarca há mais anos no trono. Mas quis o destino que a Bulgária se tornasse uma república e, depois da vida lhe ter trocado as voltas, ele usou-as para criar um novo caminho para servir o seu povo e então o Rei da Bulgária foi eleito primeiro-ministro da República da Bulgária. A reviravolta é impressionante e, provavelmente, única, mas os números também contribuem para alimentar a dimensão épica da vida deste soberano.

Simeão II da Bulgária tem 86 anos de vida e no próximo dia 28 de agosto completam-se 80 sobre o dia em que ascendeu ao trono depois da morte súbita do pai. Tinha apenas seis anos e logo aos nove teve de deixar o país rumo ao exílio. Viveu em Espanha, passou por Portugal e só 50 anos depois voltaria a pisar o solo da pátria. Depois de derrubado o muro que dividia a Europa, o antigo Czar (título dos reis nos países eslavos) voltou num novo tempo e com um novo papel. Simeão era desejado pelo seu povo, mas não necessariamente como monarca, por isso fundou um partido e foi imediatamente eleito primeiro-ministro. A vida do último Rei da Bulgária tem muito para contar, talvez por isso mesmo tenha escrito a sua autobiografia. Casou com uma espanhola, teve cinco filhos e é presença assídua nos eventos sociais da realeza internacional.

Um Rei sem trono, mas com muita presença

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