Histórico de atualizações
  • Bom dia. Este liveblog fica por aqui. Pode acompanhar a atualidade sobre o conflito na Ucrânia aqui.

    Presidente do Eurogrupo pede a líderes da UE para darem certezas a Kiev sobre ajuda económica

  • Alexey Navalny "está desaparecido há três dias" depois de "incidente de saúde sério"

    Alexey Navalny, o líder da oposição a Vladimir Putin, “está desaparecido há três dias” depois de um “incidente de saúde sério”, disse a líder da Fundação Anti-Corrupção, criada por Navalny.

    No X, antigo Twitter, Maria Pevchikh explica que há três dias que não há contacto com Navalny, que está detido depois de ter sido condenado recentemente a mais 19 anos de prisão.

    “Os advogados dele viram a entrada [na prisão] recusada e foi-lhes dito para esperar. Não apareceu nas audições marcadas no tribunal. Soubemos que na semana passada teve um incidente de saúde sério. A vida de Navalny corre um grande risco. Está em isolamento completo agora”, diz Pevchikh.

    Já Kira Yarmysh, porta-voz de Navalny, refere que o facto de “não encontrarem Alexey é particularmente preocupante porque na semana passada estava doente na cela: ficou zonzo e caiu ao chão.”

    De acordo com a porta-voz, funcionários da prisão terão deitado Navalny e administrada alguma coisa por via intravenosa. “Não sabemos o que era, mas tendo em conta que ele não está a ser alimentado, está a ser mantido numa cela de castigo, sem ventilação e que a sua capacidade de dar passeios foi reduzida ao mínimo, parece ser um desmaio de fome”, considera a porta-voz.

    Além de não saberem de Navalny há três dias, as cartas, mesmo que censuradas, também pararam esta semana, diz Kira Yarmysh.

  • Cinco pessoas mortas em ataque russo a Novohrodivka, na região de Donetsk

    Foi atualizado o número de mortes na sequência do ataque russo a Novohrodivka, em Donetsk, a 29 de novembro.

    De acordo com o Kyiv Independent, as autoridades conseguiram identificar partes do corpo de uma mulher de 33 anos.

    O marido e a filha desta mulher morreram durante o ataque. Nos últimos dias, as equipas de resgate procuraram o cadáver da mulher nos escombros do edifício residencial onde viviam.

    “Primeiro, encontraram a criança — a avó reconheceu-a. Quando procuravam os pais, as equipas de resgate examinaram mais de 500 toneladas de destroços da construção duas vezes”, indicou a Polícia Nacional, citada pelo jornal ucraniano.

    Além desta família de três pessoas, morreram no ataque mais dois homens, de 55 e 62 anos.

  • Alemanha entrega ajuda militar à Ucrânia

    Chegou esta sexta-feira à Ucrânia a ajuda militar da Alemanha.

    De acordo com o Kyiv Independent, a entrega inclui seis veículos para proteção de fronteira, 11 drones de reconhecimento, oito veículos Zetros, 100 mil kits de primeiros socorros e outro equipamento médico e 33 lançadores automáticos de granadas.

  • Bombardeamentos russos matam uma pessoa e danificam central de energia na Ucrânia

    Nas últimas horas, têm-se multiplicado os ataques russos a vários pontos da Ucrânia, numa vaga de bombardeamentos que incluiu um ataque a uma central de energia, o primeiro do tipo este inverno.

    “Esta manhã, o inimigo atacou uma das centrais termoelétricas na linha da frente”, revelou o ministro da Energia. A central específica não foi identificada, mas Herman Halushchenko confirmou que a estrutura sofreu “danos sérios”, o que levou a “cortes de energia temporários” na rede elétrica.

    Na rede social X, Volodymyr Zelensky disse ter discutido o ataque durante uma conversa com a primeira-ministra da Estónia, Kaja Kallas. “No seguimento de mais uma tentativa russa de atacar a infraestrututra civil da Ucrânia com mísseis, enfatizei a importância de fortalecer a rede de defesa aérea da Ucrânia”, pode ler-se na publicação.

    Os ataques russos não ficaram por aqui. Uma série de bombardeamentos ao longo de todo o território foram registados pelas forças ucranianas, que terão abatido 14 de 19 mísseis lançados contra o território. Os mísseis foram destruídos na região de Kiev e em Dnipropetrovsk, no centro do país, de acordo com o porta-voz da força aérea, citado pelo The Guardian.

    Um dos mísseis que não foi travado acabou por cair sobre Dniporpetrovsk, matando uma pessoa e ferindo outras quatro, de acordo com o governador da região, Serhy Lysak. Numa mensagem no Telegram, o responsável ucraniano adiantou que dois dos feridos estão em estado grave.

  • Orbán declara-se contra adesão da Ucrânia à UE: "é um dos países mais corruptos do mundo"

    Um dos mais ferozes opositores da Ucrânia dentro da União Europeia (UE), o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, voltou a criticar o governo e o Estado ucraniano, descrevendo-o como “um dos mais corruptos do mundo”, numa altura em que Bruxelas se prepara para tomar uma decisão sobre dar ou não início às negociações com vista à adesão de Kiev à UE.

    Em declarações ao jornal francês Le Point, Orbán, um dos poucos líderes europeus que manteve a proximidade com Vladimir Putin após o início da guerra, voltou a vincar a sua oposição à entrada da Ucrânia na União. “A Hungria é vizinha da Ucrânia. Sabemos exatamente o que se passa por lá (…)”, disse.

    De acordo com o líder húngaro, os persistentes problemas de corrupção no sistema político ucraniano – que já foram reconhecidos por Volodymyr Zelensky, tendo o governo de Kiev levado a cabo uma série de medidas nos últimos anos para os resolver – impossibilitam uma adesão de Kiev. “Não podemos dar esse passo de começar o processo de preparação de negociações”, declarou Orbán.

    A tomada de posição da Hungria acontece a menos de uma semana da reunião dos líderes dos 27, que além da aprovação do plano de negociações com Kiev, prevê ainda o envio de um novo pacote de ajuda à Ucrânia, orçado em 50 mil milhões de euros.

  • "Sem EUA, dificuldades são reais para a Ucrânia"

    O major general Isidro Morais Pereira vê “dificuldades reais” caso Biden tenha dificuldades em aprovar apoio financeiro para a Ucrânia e lembra que pode existir um 3º conflito a crescer na Venezuela.

    [Ouça aqui o Gabinete de Guerra]

    “Sem EUA, dificuldades são reais para a Ucrânia”

  • Putin confirma candidatura às eleições presidenciais de 2024

    Vladimir Putin confirmou, esta sexta-feira, que vai candidatar-se às eleições presidenciais de 2024 na Rússia.

    O anúncio foi feito depois de uma cerimónia em que foram homenageados soldados russos que combateram na Ucrânia.

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    A Comissão Eleitoral russa anunciou hoje que as próximas eleições presidenciais serão repartidas por três dias, de 15 a 17 de março de 2024, uma medida recente que, segundo os críticos do Kremlin, aumenta o risco de fraude eleitoral.

  • Kremlin diz ser "irrealista" iniciar negociações de paz com base nas condições de Kiev

    É “absolutamente irrealista” esperar que o Kremlin possa iniciar negociações de paz com base nas condições de Kiev.

    Dmitry Peskov, porta-voz de Vladimir Putin, recusa, desta forma, a ideia de que estas negociações de paz possam acontecer – cenário descrito por uma notícia do The Washington Post que dizia ser desejo da Casa Branca que essas negociações de paz começassem.

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    Dmitry Peskov é o porta-voz da administração de Vladimir Putin.

  • Rússia aumenta pressão a leste da Ucrânia, repelidos mais de 50 ataques em 24 horas

    O exército da Rússia continua a aumentar a pressão sobre as linhas da frente leste, em Avdivka e Bakhmut, onde nas últimas 24 horas as forças da Ucrânia dizem ter repelido mais de 50 ataques.

    “As tropas ucranianas continuam a manter afastado o inimigo, que continua a tentar cercar Avdivka”, lê-se no comunicado militar de hoje do Estado-Maior de Kiev, que dá conta de 30 ataques repelidos pela Ucrânia na quinta-feira na localidade próxima da cidade ocupada de Donetsk, que se tornou uma prioridade para a Rússia.

    De acordo com o exército ucraniano, a Rússia perdeu milhares de homens e uma grande quantidade de equipamento militar nas vagas de ataques que tem vindo a lançar contra Avdivka desde 10 de outubro.

    A guerra na Ucrânia está a virar?

    Apesar do elevado número de baixas, os russos não obtiveram ganhos substanciais na zona, afirmaram.

    No que diz respeito a Bakhmut, o relatório de guerra de Kiev informou que repeliu 24 ataques russos no sul da cidade ocupada pelos russos.

    “As Forças Armadas ucranianas (…) infligiram perdas em pessoal e equipamento ao inimigo e consolidaram as suas posições”, afirma-se no relatório ucraniano, referindo-se às ações ofensivas que Kiev continua a levar a cabo na zona de Bakhmut.

  • Bom dia.

    Vamos concentrar neste artigo liveblog todas as últimas notícias relacionadas com a guerra na Ucrânia, ao longo desta sexta-feira.

    Eleições presidenciais na Rússia marcadas para 17 de março

    Deixamos, aqui, a ligação para o liveblog de ontem, quinta-feira, que terminou com a informação de que a Casa Branca diz que está a ficar sem opções “quando se trata de ajudar a Ucrânia”.

    Muito obrigado por nos acompanhar.

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