Com frequência se diz que a próxima Cimeira Europeia, reunião dos chefes de Estado e de governo da União Europeia (UE), seja ela qual for, é decisiva. Após a crise de 2008, cada Cimeira era a da última oportunidade e ou se tomavam medidas definitivas para vencer a crise e evitar o fim anunciado da zona euro e, em dominó, da União, ou o anúncio se confirmava.

Nunca foi assim. Nem as medidas foram definitivas, nem a União acabou. Mas isso foi há anos. Desta vez, a Cimeira das próximas quinta e sexta feiras é mesmo decisiva. Por três razões: a UE está cercada e em risco economicamente. Está cercada e em risco politicamente. Está cercada e em risco geoestrategicamente. O risco é grande, o cerco sério, as saídas escassas.

1. O cerco económico.

O advento de uma nova era de proteccionismo ameaça a economia europeia no seu todo e cada um dos seus membros em particular. Se para países como a Alemanha, a ameaça é maior, no fim todos sofrerão. O proteccionismo norte-americano, associado à vontade expressa de alguns em destruir a integração europeia e aos sinais de inversão do ciclo económico à escala global, são um cocktail explosivo e potencialmente letal para a coesão da integração europeia.

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