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Foi com a compaixão que Jesus sentia por estas pessoas que li o suplemento do Público, de 11 de Abril passado, dedicado aos “trabalhadores do sexo”.

Chamou-me a atenção que, nessa longa reportagem, em vez de se lamentar uma actividade tão degradante, se pretenda institucionalizá-la, chamando ‘trabalhadores do sexo’ às pessoas que vendem o seu corpo para viver. Ora, uma tão indigna prática não tem, nem pode ter, o estatuto de ofício, como também nunca foi, como erradamente se diz, a mais antiga profissão do mundo. Não é admissível considerar como meros utentes, ou clientes, os que se aproveitam da fragilidade destes ‘trabalhadores’, e também não é lícito branquear um tal ‘negócio’, ao extremo de considerar os proxenetas como ‘empresários’.

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