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A Caixa Geral de Depósitos regressou aos lucros. As contas do primeiro trimestre de 2018 revelam que o banco público voltou a ser rentável, mas também indicam que existe um longo caminho que ainda tem de ser percorrido para recuperar a solidez que aparentou noutros tempos.

O crédito malparado representa mais de 11% do valor total dos empréstimos concedidos e menos de dois terços estão devidamente cobertos. Isto significa que o banco não está a salvo de vir a ter de assumir novas perdas por causa dos riscos em que incorreu, um factor que vai continuar a pairar como uma nuvem negra sobre os resultados.

É fácil o caminho para arrastar um banco até à quase destruição e muito difícil proceder à respectiva recuperação. O poço fundo em que a Caixa foi mergulhada foi o produto de erros de gestão e de uma instrumentalização irresponsável com o objectivo de satisfazer objectivos traçados à margem de quaisquer considerações sobre regras de prudência e de boa administração.

Foi usada e abusada para cumprir os desígnios dos centros de decisão nacionais em negócios como a partilha do grupo financeiro detido por António Champalimaud entre o Santander e o BCP, antes de ser utilizada para o assalto ao poder no Millennium, quando as irregularidades cometidas pela gestão fundadora de Jorge Jardim Gonçalves forneceram a oportunidade para colocar sob o controlo do Governo de José Sócrates um importante foco de poder financeiro.

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