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De repente, instalou-se a ideia que os Eurobonds são a solução imediata para a crise económica. Como a União Europeia não se prepara para adoptar os Eurobonds nas próximas semanas, já há muita gente a anunciar a “morte da Europa.” De certo modo, não há aqui nada de novo. A história da União Europeia também é a história dos seus óbitos. Mas a União Europeia é mais resistente do que se julga. No entanto, o súbito entusiasmo com os Eurobonds mostra um problema com a discussão sobre a natureza da União Europeia.

Há muita gente que mostra um entendimento curioso e errado sobre a natureza da União Europeia. Passam o ano a dizer que não são federalistas, que não querem dar mais poderes a Bruxelas e, sobretudo, que não gostam da intromissão de Bruxelas na vida económica nacional. Mas, quando chega uma crise, exigem que a União Europeia se comporte como se fosse um Estado federal e tivesse respostas rápidas, próprias de um poder soberano. Não é possível desejar soberania nacional quando tudo corre bem, e pedir federalismo europeu quando chegam as dificuldades.

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