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Depois de ler todas as análises e opiniões sobre a nacionalização da TAP, escritas por comentadores das várias áreas ideológicas, sinto que recolhi a informação essencial para poder afirmar à vontade que continuo sem saber se é uma boa decisão. É que não sei mesmo. Há óptimos argumentos de ambos os lados e eu concordo com todos. Infelizmente, se sei o suficiente de economia para os perceber, não sei o suficiente para escolher um deles.

Do que eu percebo é de argumentos justificativos para compras de meios de transporte. Sou até, digo-o sem modéstia, um especialista. Na qualidade de padrasto de dois adolescentes, sei identificar a determinação férrea que é usada quando me querem persuadir de que é mesmo, mesmo, mesmo necessário comprar uma prancha de surf. Ou uma prancha de skimming. Ou um skate, uns patins em linha e um hoverboard. Ou uma trotinete, uma bicicleta e um mata-velhos. Não sei como, a minha arrecadação parece o saco do Sport Billy. O Ministro Pedro Nuno Santos tem a mesma obstinação adolescente e não desiste. A diferença é que os miúdos querem uma prancha nova para impressionar os outros adolescentes peneirentos com quem se dão, enquanto Pedro Nuno Santos quer uma companhia aérea estatal para impressionar os marxistas-leninistas com quem se dá. Confere credibilidade. Às vezes, não tendo outra hipótese de se mostrar, um jovem com sangue na guelra sente necessidade de pagar por companhia.

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