A Associação Nacional do Ramo Automóvel – ARAN está indignada com a limitação de incentivos fiscais aos veículos híbridos, pois provocará fortes prejuízos no setor automóvel. Com a aprovação da proposta do PAN, com a conivência do PS e do Bloco de Esquerda, o Parlamento acaba de cortar um dos poucos apoios que existiam para o setor automóvel.

A aprovação deste (mau) Orçamento veio reforçar a frágil situação do setor automóvel.

Esta é uma medida que parece preferir um parque automóvel antigo e mais poluente a um mais verde. O Governo está a destruir um setor para garantir votos de apoio no Orçamento do Estado.

É um retrocesso nas metas ambientais estabelecidas pelo Governo e que respondem aos requisitos da UE. A aprovação desta proposta corresponde a dar vários passos atrás na estratégia do Governo, com um impacto muito negativo no setor automóvel. Os veículos híbridos representam 50% das vendas de algumas marcas, que investiram muito no desenvolvimento destes produtos. Neste momento, há milhares de veículos encomendados que as empresas terão muitas dificuldades em vender. Assim como vai prejudicar os proprietários que adquiriram veículos híbridos e agora questionam o investimento realizado.

Esta proposta está a hipotecar a pegada ambiental, pois o parque automóvel nacional está muito envelhecido e com o incentivo à aquisição de veículos híbridos estava a ser promovido um investimento em veículos mais amigos do ambiente. Sem esquecer o maior risco de sinistralidade, pois os veículos com mais idade são menos seguros. Ora, esta proposta vem contrariar todo o investimento que estava a ser realizado a este nível. Está a ser esquecida a importância que os carros híbridos têm na redução da poluição nos centros das cidades, designadamente nos períodos de “para-arranca” nas horas de maior trânsito, com emissão de poluição, muito prejudiciais para os peões.

Face ao impacto que esta medida vai ter, nós na ARAN apelamos ao retrocesso desta proposta, que alinhada com a redução de impostos aos veículos usados importados acentuará as dificuldades económicas do setor, assim como o envelhecimento do parque automóvel com a idade média de 12,7 anos, a mais alta de sempre.

O setor automóvel está unido e continuará a defender a recuperação deste setor estratégico, que é vital para a economia nacional.