Partidos e Movimentos

Nós, os Liberais

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Nós que acreditamos nos valores europeus, não devemos defender uma política de imigração e integração que coloque em causa esses valores no longo prazo. Nem que recompense traficantes de seres humanos

1.     Nós, os Liberais, que acreditamos que a concorrência e o mercado livre são mecanismos essenciais para a prosperidade e o desenvolvimento, não devemos impedir os estados nacionais de estar expostos a essas forças. Não podemos defender um único modelo económico e fiscal para toda a União Europeia. O fim da concorrência fiscal dentro da União Europeia seria um ingrediente de opressão e pobreza.

2.     Nós, os Liberais, que acreditamos que o comércio livre é uma das principais fontes de riqueza e bem-estar, devemos empenhar-nos em derrubar as barreiras ao comércio por todo o Mundo. Devemos unir-nos contra aqueles que veem o comércio internacional como um jogo de soma nula.

3.     Nós, os Liberais, que acreditamos na iniciativa empresarial e no progresso tecnológico, devemos ser o escudo protetor de empresários e inovadores contra as forças paralisantes dos grupos de interesse. Liberdade empresarial (e não subsídios) e mercados livres (e não o protecionismo) devem estar no centro do nosso modelo de desenvolvimento económico.

4.     Nós, os Liberais, que combatemos a burocracia nacional, devemos rejeitar de igual forma a burocracia europeia. Devemos defender convictamente menos interferência de todos os níveis de governo na vida das pessoas e das empresas.

5.     Nós, os Liberais, que acreditamos que o indivíduo está no centro da nossa ação política, devemos privilegiar formas de poder que lhe são próximas. Em vez de concentrar poder no governo central e em tecnocracias irresponsáveis, devemos devolver esse poder ao indivíduo e às comunidades locais.

6.     Nós, os Liberais, que acreditamos que a liberdade de expressão é um direito essencial, devemos lutar contra qualquer forma de censura, seja executada por meios legais ou técnicos. Uma comunicação clara dos valores europeus, assim como dos direitos e responsabilidades individuais, é a única arma que nos protegerá do populismo e ideais extremistas.

7.     Nós, os Liberais, que acreditamos no valor da dignidade humana e temos uma memória sólida da história da Europa, não nos devemos colocar ao lado daqueles que rejeitam a obrigação humanitária básica de receber e proteger refugiados durante períodos de guerra. Não devemos cair na armadilha populista de misturar política de refugiados e política de imigração.

8.     Nós, os Liberais, que acreditamos nos valores europeus, não devemos defender uma política de imigração e integração que coloque em causa esses valores no longo prazo. Não devemos seguir uma política de imigração que recompense traficantes de seres humanos.

9.     Nós, os Liberais, que rejeitamos o fascismo e o comunismo de igual forma, devemos entender as necessidades daqueles que encontram nessas ideologias falhadas a resposta aos seus problemas. Devemos pensar fora da bolha de Bruxelas e dar resposta a todos os que acham que têm tão pouco a perder que não se importam de votar em forças políticas tão destrutivas.

10.  Nós, os Liberais, que acreditamos que o indivíduo é a identidade chave, devemos evitar a todo o custo políticas identitárias. Não devemos nunca esquecer que a minoria mais pequena, mais atacada e mais desprotegia de todas é o indivíduo.

Declaração política da Iniciativa Liberal apresentada ao congresso dos partidos liberais europeus (ALDE) que decorre a partir desta quinta-feira em Madrid

Agora que entramos em 2019...

...é bom ter presente o importante que este ano pode ser. E quando vivemos tempos novos e confusos sentimos mais a importância de uma informação que marca a diferença – uma diferença que o Observador tem vindo a fazer há quase cinco anos. Maio de 2014 foi ainda ontem, mas já parece imenso tempo, como todos os dias nos fazem sentir todos os que já são parte da nossa imensa comunidade de leitores. Não fazemos jornalismo para sermos apenas mais um órgão de informação. Não valeria a pena. Fazemos para informar com sentido crítico, relatar mas também explicar, ser útil mas também ser incómodo, ser os primeiros a noticiar mas sobretudo ser os mais exigentes a escrutinar todos os poderes, sem excepção e sem medo. Este jornalismo só é sustentável se contarmos com o apoio dos nossos leitores, pois tem um preço, que é também o preço da liberdade – a sua liberdade de se informar de forma plural e de poder pensar pela sua cabeça.

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