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Conhecer a História torna-nos mais aptos para perceber o presente e olhar para o futuro. Conhecer a História prepara-nos para acusar sinais de alerta que a ignorância desvaloriza. Conhecer a História é a arma mais poderosa para não repetir erros do passado. E eles tendem a repetir-se, porque a natureza humana é a mesma, no passado, no presente e no futuro.

É por tudo isto que o discurso do Presidente da República no 25 de Abril é muito mais do que um bom discurso. O que Marcelo Rebelo de Sousa nos disse é que as grelhas ideológicas do presente não são a chave de leitura para olhar para o passado, algo que deveria ser óbvio, mas que infelizmente, nos tempos que correm, não é.

Coincidência ou não, foi publicado por estes dias o livro que conta a história das FP-25 de Abril. Um capítulo muito negro da nossa história democrática, que o regime tem feito por esquecer. Só que esquecer, ignorar ou desvalorizar, disse-nos o Presidente, não é o caminho para construir um país mais desenvolvido e uma democracia adulta. Temos que olhar para o que fizemos mal e para o que fizemos bem e daí retirar conclusões que nos fortaleçam.

A verdade é que, como em toda a Europa, os extremismos começam a medrar, aproveitando o desgaste das crises e a crise das ideologias que construíram o velho continente no pós-guerra. Partidos de extrema-esquerda e extrema-direita surgem agora com o discurso fresco de quem traz todas as soluções. Mas os métodos e as ideias são os mesmos e os resultados de tão maravilhosas soluções só podem conduzir aos desastrosos resultados do passado. Conhecer a História é, de facto, a chave para não voltar a cair no abismo.

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