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Dentro de um estabelecimento de comercialização de instrumentos (e escola de música), tive a oportunidade de assistir, anónimo, a uma acérrima discussão relacionada com a importância da educação musical na formação das crianças. Num dos lados estavam dois profissionais da música que procuravam contestar a postura de desvalorização da disciplina de Educação Musical (EM), protagonizada por um grupo numericamente superior (4 ou 5), que afirmava nada ter a ver (sob a perspectiva dos próprios) com a área da música e que esta era mesmo um entrave no currículo dos alunos. Afirmavam coisas como: “essa disciplina devia ser extinta”.

Inicialmente, agradou-me ver os profissionais da música, como que habituados a tal postura, a defenderem a música com fortes e diversos argumentos. Um deles dizia que “a música é muito importante, ela contribui para o desenvolvimento cerebral dos alunos, para o sucesso nas outras disciplinas e melhora o comportamento dos estudantes”, entre outros argumentos semelhantes, fundamentando estas afirmações com estudos científicos e até apresentando exemplos de génios cuja influência da música terá contribuído para o seu sucesso – como Albert Einstein. O colega músico reforçava, lembrando que um terço da população dos países desenvolvidos tem uma profissão relacionada com a música. E enumerou: autores, compositores, intérpretes, cantores, músicos, técnicos de som, sonoplastas, etc… debitando ininterruptamente um conjunto de profissões sem fim à vista.

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