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É difícil, quando vejo os meus doentes apavorados, tentar explicar-lhes todo o exagero que aqui vai. Mais difícil ainda, é explicar-lhes que digo a verdade, que não estou a mentir-lhes. Alguns olham-me duvidosos, mas depois, à medida que me vão ouvindo, começam a entender. E geralmente ficam boquiabertos. Perguntam-me, mas será que “eles” não sabem o que a doutora nos está a mostrar? Respondo: não tenham dúvida que sabem. Voltam a perguntar, mas quem, o quê, o que é que se ganha com tudo isto? Respondo: não sei.

Mas para mim penso: ganha-se o controlo das pessoas, que com o cérebro completamente lavado deixam de pensar. Ganha-se o poder de se mandar o que se quer, a quem se quer e de os outros se limitarem a obedecer.

O poder vicia. Tem viciado políticos, delegados de saúde, epidemiologistas, virologistas, task forces e afins. Tal como qualquer outro vicio, uma vez experimentado, dificilmente se larga e as doses necessárias para obter o mesmo efeito têm que ser cada vez maiores. E, hoje em dia, pessoas que nunca tinham tido qualquer poder para mandar, como os delegados de saúde, encontram-se completamente viciados no poder (os políticos, esses já estão viciados em mandar há muito tempo). E mandam e desmandam nas suas regiões, ameaçam com forças de segurança para que todos obedeçam. Porque eles, eles são a autoridade máxima. Eles são a autoridade sanitária.

Os outros, os que não querem cumprir as regras que cada delegado de saúde inventa a seu belo prazer, regras em que, muitas vezes, qualquer semelhança com as normas da DGS é pura coincidência, os que não querem cumprir as regras das mais absurdas às mais ridículas, esses não são mais do que criminosos que fazem verdadeiros atentados à saúde pública, mesmo que não tenham, nunca tenham tido, nem nunca venham a ter Covid-19. Mesmo que a Covid-19 seja para a esmagadora maioria uma doença completamente benigna. Mesmo que as regras sejam o verdadeiro atentado à saúde de todos nós.

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Vou tentar mostrar-vos o outro lado, os factos de que ninguém vos fala. Peço-vos que façam o exercício de não se deixarem influenciar nem pelos telejornais, nem por todas as outras notícias com que vos tentam aterrorizar e olhem objetivamente para os dados que vos vou revelar. Eles foram retirados no dia 14 de julho de 2021 do site do Ministério da Saúde.

Este site mostra a mortalidade geral diária no nosso país desde o ano de 2009. É atualizado a cada 10 minutos, mostrando a mortalidade em tempo real para o dia do ano em que nos encontramos. Através destes dados conseguimos perceber se há algo que está a alterar a mortalidade habitual para a época de forma significativa ou se tudo corre dentro do normal, dentro do esperado. No site são apresentados quadros e gráficos.

Mostro-vos o gráfico da mortalidade geral, onde está representada, a preto, a linha que mostra a curva de mortalidade média de 2009 a 2020, a azul, a linha de mortalidade diária de 2021 e, a vermelho, a mortalidade média deste ano.

Mostro-vos o quadro referente à mortalidade no mês de Julho desde o ano 2009 até ao presente.

No quadro assinalei a amarelo os anos em que a mortalidade diária para o dia em questão foi maior ou igual à deste ano. (nesta sinalização excluí 2020, apenas incluí anos sem pandemia Covid-19).

Como podem observar, olhando para o gráfico, verifica-se que a partir de meados de Março de 2021 a curva de mortalidade diária média em Portugal se sobrepõe à mortalidade média dos últimos anos, não havendo qualquer excesso relevante da mortalidade desde então. Mesmo com o desconfinamento que começou no princípio de março, mesmo durante os meses de junho e julho que tanto alarido têm dado nos noticiários, dando novamente a entender que desta é que morremos todos e que a culpa é dos criminosos que não cumprem, continua a não haver qualquer excesso de mortalidade. Esqueçam os testes à Covid-19 que valem o que valem (mesmo que vos queiram convencer que são 100% fiáveis) e olhem para o gráfico da mortalidade no nosso país este ano. Depois do inverno não há nada, absolutamente nada que justifique o que se está a fazer. Manter o país refém deste sequestro é criminoso.

Mas vamos agora ser mais minuciosos e olhar exclusivamente para o quadro que mostra a mortalidade diária em Julho do ano 2021 e dos anos anteriores. Três coisas sobressaem à vista: não há um único dia de Julho, até agora, que não tenha tido pelo menos um dia nos anos anteriores com mortalidade igual ou superior à deste ano (e, como já disse, não tive em linha de conta o ano de 2020 porque já foi um ano de pandemia). A segunda coisa que salta à vista é que a primeira quinzena de julho do ano de 2013 foi uma quinzena com um excesso de mortalidade fora do habitual e ninguém nos andou a dar cabo da vida (e bem) por causa disso. A primeira quinzena de 2021 não chega “aos calcanhares”, em termos de mortalidade, da primeira quinzena do ano de 2013 em que todos vivemos o nosso verão em paz e sossego.

A terceira coisa que sobressai é que em relação ao dia 13 de julho de 2021, apenas em 2009 a mortalidade diária foi inferior (com os dados obtidos a 14 de julho. O dia anterior foi o dia com menor mortalidade a 13 de julho, desde 2009).

Perguntam, porventura como os meus doentes, mas eles não sabem isso doutora? É que sendo assim, o que estão a fazer não tem ponta por onde se lhe pegue!

Saber sabem, respondo eu.  A questão é porque é que decidiram continuar a dar cabo da vida de todos nós sem haver nenhuma razão para isso.

Façamos agora outro exercício e vamos verificar na mortalidade geral diária dos últimos 7 dias para quantas mortes contribuiu a Covid-19, e digo contribuiu e não causou, porque já sabemos que das mortes atribuídas à Covid-19 nem todas se devem exclusivamente a essa doença.

Assim, no dia 7 de julho faleceram em Portugal 273 pessoas, das quais 8 com o contributo da Covid-19. No dia 8 de julho faleceram 259, das quais 9 com o contributo da Covid-19, no dia 9 de julho faleceram 276 pessoas, das quais 7 com o contributo da Covid-19, no dia 10 de julho faleceram 288, das quais 6 com o contributo da Covid-19, no dia 11 de julho faleceram 304 pessoas, das quais 8 com o contributo da Covid-19, no dia 12 de julho faleceram 280 pessoas, das quais 8 com o contributo da Covd-19 e no dia 13 de julho faleceram 243 pessoas, das quais 9 com o contributo da Covid-19.

A Covid-19 contribuiu apenas numa pequena percentagem (<2,9%) para a mortalidade diária geral em Portugal nesta primeira quinzena de julho. Desde meados de março que a mortalidade geral em Portugal se encontra dentro dos parâmetros habituais.

Mas é por causa da Covid-19 que nos encontramos em estado de calamidade, com todas as restrições e limitações implícitas à nossa liberdade. É por causa da Covid-19 que justificam estar a dar cabo do país, dos nossos postos de trabalho, do nosso verão e da nossa sanidade mental.

Se isto se passasse nos anos 50 do século passado, sem uma televisão em cada lar para destruir a cabeça de cada um e sem testes para inventarem doença onde ela não há, viveríamos bem mais felizes e bem mais sossegados.

Tentem ser objetivos e abram os olhos, senão vão continuar a ser manipulados pelo terror e, ao controlarem-vos pelo medo, vão continuar a cegar-vos e a fazer convosco o que bem entenderem, obrigando-vos a cumprir regras das mais absurdas às mais violentas.

Vão destruir-vos a vós e aos vossos filhos sem que haja nenhuma razão objetiva para isso.

Podem tentar justificar o que nos estão a fazer como quiserem, mas a verdade, a verdade é que isto não tem ponta por onde se lhe pegue!