Educação

Comunidade Israelita do Porto convidada a debater revisão curricular

O Governo convidou a Comunidade Israelita do Porto a participar no debate sobre os currículos, depois de esta ter denunciado que "os judeus são completamente expurgados da história" nos manuais.

A sinagoga Kadoorie - Mekor Haim é a sede da comunidade judaica do Porto

Bricking/Wikimedia Commons

A Comunidade Israelita do Porto foi convidada pelo Ministério da Educação a participar no debate sobre a alteração de planos curriculares, depois de esta ter denunciado que “os judeus são completamente expurgados da história” nos manuais do quinto ano.

“O Ministério da Educação está, desde março, a levar a cabo um amplo debate na sociedade portuguesa (…) com o objetivo de avaliar da necessidade de alterar o currículo dos vários ciclos de ensino e em determinar o sentido dessa alteração”, explicou esta sexta-feira a tutela à Lusa.

E acrescentou: “As contribuições da Comunidade Israelita do Porto serão também bem-vindas para o debate agora iniciado”.

O ministério respondeu desta forma à Comunidade Israelita do Porto (CIP) que na passada semana defendeu que os manuais de História devem passar a contemplar a presença dos judeus em Portugal.

Usando como exemplo um dos manuais do quinto ano de História e Geografia de Portugal, a CIP referiu que “os judeus são completamente expurgados da história do território que hoje é Portugal”.

Em resposta, o ministério lembra que foi já referido publicamente pelo secretário de Estado da Educação que há “programas cuja homologação datam de 1991, como é o caso dos programas de História e Geografia de Portugal e de História do 3.º ciclo” pelo que “a produção historiográfica desde essa altura torna urgente atualizar estes documentos”.

“A Direção-Geral da Educação (DGE), organismo responsável pelo currículo, desenvolve há algum tempo um importante trabalho de Educação para a Cidadania, com a produção e disponibilização de materiais que vão ao encontro das preocupações manifestadas pela Comunidade Israelita do Porto”, assinala.

Diz ainda que no âmbito da disciplina de História, a DGE prepara as propostas de alteração do currículo, tendo participado desde 2010 nos trabalhos da ‘International Holocaust Remembrance Alliance’ (IHRA) e desenvolvendo parcerias com a Memoshoá – Memória e Ensino do Holocausto e com o Mémorial de la Shoaa para a formação de professores.

Assinala também que “vários aspetos relacionados com o povo judaico são atualmente abordados nos Programas e Metas Curriculares”, nomeadamente os contributos da civilização hebraica no sétimo ano, o papel dos judeus e cristãos-novos na sociedade portuguesa no oitavo ano e a evolução do processo de perseguição de que os judeus foram alvo na Alemanha Nazi e nos territórios ocupados e que culmina no Holocausto, no nono.

“O ensino e aprendizagem do Holocausto e outros genocídios, por exemplo, pode já hoje ser abordado em disciplina como Português, Inglês e Francês, assim como na Educação para a Cidadania, área transversal a todo o currículo”, realça.

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Mário Pinto
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