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Língua Portuguesa

5 bons motivos (e 10 regras) para usar corretamente a vírgula

Vamos lá pôr os pontos nos is. Há 5 bons motivos - e 10 regras - para aprender a usar bem uma vírgula. Aprendê-los pode poupar-lhe dinheiro na carteira. E ser uma questão de vida ou de morte.

"Retrato de Fernando Pessoa", um dos quadros que Almada Negreiros fez de Fernando Pessoa a escrever. Ambos eram membros da Geração d' Orpheu

Almada Negreiros

Sim, já conhecemos esse argumento: se José Saramago mexia nos sinais de pontuação como marionetas controladas por fios presos aos seus dedos, qualquer bom português pode seguir-lhe o exemplo. Assim, todos nós poderíamos ter uma qualquer capacidade de escrever obras dignas de um Nobel sem usar um bom ponto final. Também já conhecemos o contra-argumento: nem todos temos o génio de José Saramago. Alguns de nós têm simplesmente de seguir as regras em nome da boa compreensão do que nos vai na cabeça. É que, convenhamos, pôr uma vírgula entre o sujeito e o verbo ou um hífen em “fugiste” é, nem mais nem menos, de fugir a sete pés. E pode resultar numa tramada confusão jurídica ou numa mancha na reputação.

Esta não é uma hipérbole — que é, já agora, um recurso expressivo em que exageramos uma realidade para reforçar uma determinada ideia. Há exemplos disso ao longo de toda a História: o uso incorreto de uma vírgula numa lei já causou uma despesa de milhões de dólares ao governo norte-americano. Houve até uma vírgula que, tendo escapado ao tradutor que traduziu a Bíblia para o rei Jaime VI da Escócia e I de Inglaterra, adjetivou Jesus de “malfeitor”. Posto isto, e para honrar o descanso dos grandes escritores da língua portuguesa, o Observador decidiu dar-lhe cinco bons motivos para usar bem uma vírgula. A nossa esperança é que, um dia, ninguém ponha uma vírgula onde não deve. É uma questão de vida ou de morte.

A vírgula mal posta pode sair muito cara

O sinal que mergulhou o governo dos Estados Unidos numa dívida milionária

Quando os Estados Unidos conquistaram a independência em relação ao Reino Unido, o governo norte-americano procurou novas estratégias para aumentar a riqueza nacional. A 4 de julho de 1789, treze anos depois da independência, o presidente George Washington aprovava a Lei Tarifária de 1789: a partir daquele dia, começaram a taxar-se bens e mercadorias para “apoiar o governo”. O efeito foi notório: as taxas passaram a ser a primeira fonte de rendimento do governo dos Estados Unidos. Muitas vezes, chegaram a representar 95% do dinheiro que entrava para os cofres do tesouro.

Foi assim durante toda a Guerra Civil, período durante o qual quanto mais um norte-americano ganhava, mais contribuía através de impostos para o “esforço patriótico de guerra”. Quem ganhasse entre 600 e 10 mil dólares anuais teria de entregar 3% do seu salário ao Estado e quem ganhasse mais que isso teria de entregar 5% dos seus rendimentos. Esta regra só foi abandonada a 6 de junho de 1872, quando Ulysses S. Grant emitiu a primeira Lei das Tarifas a seguir à Guerra Civil, com o objetivo de reduzir as taxas em alguns bens manufaturados para reavivar a economia.

E então começou outra confusão. A lei incluía uma lista de produtos que estavam livres de taxas de importação quando entrassem nos Estados Unidos. Essa lista incluía “fruit, plants tropical and semi-tropical for the purpose of propagation or cultivation” (em português, “frutas, plantas, tropicais e semi-tropicais para fins de propagação ou cultivo”).

Por causa da vírgula colocada a mais entre “fruit” (fruta) e “plants” (plantas), a fruta ficou isenta de taxas. Antes de a lei ser lançada, a fruta — especialmente laranjas, limões bananas, abacaxis e uvas — era um dos bens mais importados para os Estados Unidos e as taxas a elas associadas representavam uma boa percentagem do dinheiro que chegava ao governo norte-americano: toda essa fruta, que devia estar sujeita a 20% de taxa de importação, estava agora livre de impostos. A vírgula mal colocada resultou numa perda de dois milhões de dólares no orçamento calculado para os impostos. Esse valor representava 1,3% da receita tarifária total do governo e 0,65% de todo orçamento federal anual. Identificado o erro, a lei foi corrigida: a lista incluía “fruit-plants, tropical and semi-tropical for the purpose of propagation or cultivation” (em português, “plantas frutíferas, tropicais e semi-tropicais para fins de propagação ou cultivo”).

A vírgula pode poupar mal entendidos políticos

O caso da vírgula portuguesa

Não é preciso atravessar o oceano para encontrar vírgulas perigosas. Basta ficar em território nacional e recuar a janeiro 1993. Nesse ano, Aníbal Cavaco Silva está na sua segunda maioria absoluta enquanto primeiro-ministro e o seu governo era aquele que mais comissões de inquéritos tinha constituído. Cinco das onze comissões de inquérito foram especialmente badaladas: uma dizia respeito à aplicação de verbas do Fundo Social Europeu, outra investigava irregularidades na concessão da morgue do Hospital de Braga, a terceira recaía sobre um alegado favorecimento do secretário de Estado da Agricultura, à época Álvaro Amaro, num processo de abate sanitário de animais; e o quarto caso era sobre Camarate.

A quinta comissão de inquérito, embora mais curta do que todas as outras e tendo terminado sem conclusão alguma, foi provavelmente a mais peculiar: era uma comissão de inquérito à vírgula. Em declarações a um programa de televisão, a jornalista Helena Sanches Osório — antiga repórter do Diário de Notícias, que foi também subdiretora de O Independente e diretora de A Capital — sugeria que havia alguém com poder legislativo a quem tinham sido oferecidos 120 mil contos (cerca de 600 mil euros) para colocar uma vírgula a favor de um membro do governo num artigo de uma lei que estava no Parlamento.

As declarações levaram à tal constituição de uma comissão eventual de inquérito a 13 de março de 1993 para apurar a veracidade das palavras da jornalista. A votação de deliberação foi feita cinco dias mais tarde na Reunião Plenária n.º 50. O projeto de resolução foi aprovado com votos a favor do PSD e do PSN, mas com a esquerda (PS, PCP, PEV) contra e com a abstenção do CDS-PP e de Freitas do Amaral, que estava no Parlamento como independente. Durante a investigação, Helena Sanches Osório terá dito que o ministro em causa não era do governo de Cavaco Silva. Mas depois corrigiu: o ministro não era do atual mandato de Cavaco Silva, mas podia ser do anterior. Por essa altura, já o PSD tinha exigido esclarecimentos.

Na tarde de 19 de março, Carlos Candal, deputado do PS que presidiu à efémera comissão, punha um ponto final ao “caso da vírgula”. Um caso que, segundo ele, teria “uma morte anunciada” e “seria, porventura, um nado-morto”. E prosseguiu: “Penso que talvez se devesse ter poupado à Assembleia esta comissão de inquérito, que se desenrolou em dois atos de cena com um só protagonista, um one man show – no caso, um one woman show!”, disse Carlos Candal numa clara referência a Helena Sanches Osório. E a vírgula da jornalista ficou para sempre pendurada na História da democracia portuguesa. Sem ninguém conhecer verdadeiramente o caso que lhe dera origem.

A vírgula no sítio certo salva vidas

O caso de Maria Fyodorovna, a heroína czarina

Maria Fyodorovna era uma pessoa muito diferente do seu marido. Alexandre III da Rússia governou o país entre março de 1881 e novembro de 1894. Chegado ao trono depois de o seu pai ter sido assassinado, o imperador instituiu uma monarquia absoluta. Alexandre III da Rússia vivia apavorado com a ideia de ter o mesmo destino que o pai, por isso mantinha os anarquistas com uma corda ao pescoço: aqueles que não eram mortos viviam exilados na Sibéria quase sem hipóteses de regressar. Um dos homens mais famosos na lista negra de Alexandre III era Alexander Ulyanov, cujo irmão mais novo procurou vingar a morte com um pseudónimo: Lenine.

Mas o imperador mantinha-se determinado nas suas filosofias. Aleksandr Benois, um artista russo muito influente, descreveu Alexandre III como “uma figura poderosa”, apesar de ser também “desajeitado e pesado” no andar: “Era um olhar frio como o aço, no qual havia algo ameaçador, até assustador e atingiu-me como um golpe. Um olhar do czar! O olhar de um homem que estava acima de todos os outros, mas que carregava um fardo monstruoso e vivia cada minuto com medo pela sua vida e pela vida de todos os que lhe eram queridos”.

Mas a mulher, Dagmar da Dinamarca, era diferente. Estivera prometida ao irmão mais velho do imperador, Nicolau, que morreu de tuberculose. Quando já estava muito doente, Nicolau pediu a Maria Fyodorovna que casasse com Alexandre III. Nessa altura, Maria já morava na Rússia junto à família de Nicolau, com quem se dava muito bem. O regresso à Dinamarca mostrou-se penoso para a princesa, por isso, depois de receber uma carta dos futuros sogros dizendo a Maria que “se considerasse sempre membro da família”, a Dagmar da Dinamarca volta para a Rússia. Começa então a noivar com Alexandre III, com quem se casa a 9 de novembro de 1866 na Capela Imperial do Palácio de Inverno em São Petersburgo.

Embora nunca interferisse em assuntos políticos, Maria Fyodorovna tê-lo-á feito uma vez quando, enquanto vagueava pelos corredores no Palácio de Anichkov, se cruzou com um documento onde Alexandre III ordenava o exílio de mais um homem por ir contra os princípios instituídos pelo imperador. O documento dizia: “Perdão impossível, ser mandado para a Sibéria”. Maria Fyodorovna, apanhando-se sozinha, terá trocado o lugar da vírgula e colocado a pausa uma palavra antes. A frase transformou-se em “Perdão, impossível ser mandado para a Sibéria” e o homem foi libertado.

A vírgula cuidada salva reputações

O erro no livro mais publicado da língua inglesa

A Bíblia do Rei Jaime, com o título oficial “A Bíblia Sagrada, contendo o Velho Testamento e o Novo” é o livro mais publicado de sempre da língua inglesa. É uma tradução inglesa da obra, criada como oferta à Igreja Anglicana a mando do rei Jaime I no início do século XVII. Mas um grande ponto de interrogação paira sobre ela.

Em 1408, as Constituições de Oxford tinham proibido a circulação de todas as Bíblias que estivessem noutra língua que não o latim: durante o Médio Oriente, as traduções manuscritas em inglês arcaico só passavam pelas mãos dos mais eruditos e apenas para estudo. A lei era de tal modo severa que a tradução do Novo Testamento escrita por William Tyndale em 1525 foi destruída e o autor foi executado. A perseguição só atenuou quando a Igreja Anglicana e a Igreja de Roma se separaram por ordem do rei Henrique VIII.

Já no século XVII, Jaime I quis uma versão em inglês da Bíblia sem comentários nem notas de rodapé. Contratou cinquenta estudiosos da obra e reaproveitou a grande maioria da proposta de tradução deixada por William Tyndale em 1525. A obra ficou pronta em 1611: tinha 39 livros do Velho Testamento traduzidos do grego, mais 27 livros do Novo Testamento traduzidos do aramaico e hebraico; e uma secção intermediária com catorze livros cuja autoria é incerta, os apócrifos, escritos originalmente em grego e latim. A Bíblia do rei foi autorizada pelo Parlamento. Mas tinha um erro no livro de Lucas, entre os versículos 32 e 43 do capítulo onze.

Lucas 23:32 a 23:42 (versão em inglês).

And there were also two other, malefactors, led with him to be put to death. And when they were come to the place, which is called Calvary, there they crucified him, and the malefactors, one on the right hand, and the other on the left. Then said Jesus, Father, forgive them; for they know not what they do. And they parted his raiment, and cast lots. And the people stood beholding.

And the rulers also with them derided him, saying, He saved others; let him save himself, if he be Christ, the chosen of God. And the soldiers also mocked him, coming to him, and offering him vinegar, And saying, If thou be the king of the Jews, save thyself. And a superscription also was written over him in letters of Greek, and Latin, and Hebrew, This Is The King Of The Jews.

And one of the malefactors which were hanged railed on him, saying, If thou be Christ, save thyself and us. But the other answering rebuked him, saying, Dost not thou fear God, seeing thou art in the same condemnation? And we indeed justly; for we receive the due reward of our deeds: but this man hath done nothing amiss. And he said unto Jesus, Lord, remember me when thou comest into thy kingdom. And Jesus said unto him, Verily I say unto thee, Today shalt thou be with me in paradise.

Entre esses versículos pode ler-se a seguinte passagem, aqui traduzida para o português (a versão inglesa sem os erros pode ser lida na caixa de texto aqui ao lado): “E havia também outros dois, malfeitores, conduzidos com ele para ser morto. E, chegando eles ao lugar chamado Calvário, ali o crucificaram, e os malfeitores, um à direita e outro à esquerda. Então disse Jesus, Pai, perdoa-lhes; Porque não sabem o que fazem. E, repartindo as suas vestes lançaram sortes. O povo olhava. E também os príncipes faziam pouco dele, dizendo: Aos outros salvou, salve-se a si mesmo, se este é o Cristo, o escolhido de Deus. E também os soldados o escarneciam, chegando-se a ele, e apresentando-lhe vinagre. E dizendo: Se tu és o Rei dos Judeus, salva-te a ti mesmo. E também por cima dele, estava um título, escrito em letras gregas, romanas, e hebraicas: Este É o Rei dos Judeus. E um dos malfeitores que estavam pendurado blasfemava, dizendo: Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo, e a nós. Respondendo, porém, o outro, repreendia-o, dizendo: Tu ainda não temes a Deus, estando na mesma condenação? E nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o que os nossos feitos mereciam; mas este nenhum mal fez. E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo, hoje estarás comigo no Paraíso.

É nas frases destacadas no parágrafo anterior que está a dúvida. A primeiras edições, erradas, da Bíblia do Rei Jaime não colocam malfeitores entre vírgulas, transformando a frase para: “E havia também outros dois malfeitores conduzidos com ele para ser morto”. Isso faria de Jesus, a quem se refere a ideia, um malfeitor também. Isso explica-se com a gramática: colocada entre vírgulas, a palavra malfeitores é uma oração subordinada adjetiva explicativa porque esclarece os leitores que “os outros dois” eram criminosos. Mas sem as vírgulas, como nas versões erradas, malfeitores é uma oração subordinada adjetiva restritiva que faz de Jesus, também ele, um criminoso.

Esta é a primeira questão: a falta das vírgulas faria de Jesus malfeitor, como os outros dois homens que o acompanhavam. A segunda questão vem na última frase, “E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo, hoje estarás comigo no Paraíso”: se a vírgula aparecer só uma palavra mais à direita, a interpretação que se faz da frase também pode ser a errada. Escrita na versão correta, Jesus informa a um dos ladrões que os dois se encontrarão naquele mesmo dia no Paraíso. Mas se a frase fosse alterada para: “E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo hoje, estarás comigo no Paraíso“, como nas versões erradas, então os dois iriam encontrar-se no Paraíso, mas não necessariamente naquele mesmo dia.

A vírgula pode ditar a sua herança

O exercício para aprender a importância da pontuação

É uma história de vingança e morte, emoção e mistério. E é apresentada logo desde que os miúdos põem os pés na escola. Eis o enunciado do exercício.

Reza a lenda que, estando já no leito da morte, um homem extremamente rico decidiu escrever a sua herança enquanto era capaz. Com os momentos finais já no horizonte, o homem pediu uma caneta e uma folha a uma das empregadas e começou a redigir:

Deixo os meus bens a minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do padeiro nada dou aos pobres.”

Mas a morte fintou o homem rico ainda mais cedo do que ele esperava, que morreu antes de conseguir pontuar a frase. O verdadeiro significado da sua mensagem, e o destino que o homem queria realmente dar à sua fortuna, ficou nas mãos de umas quantas vírgulas e não podia ser recuperado de modo nenhum. Havia então quatro concorrentes a herdar a choruda conta bancária do homem: a irmã, o sobrinho, o padeiro e os pobres.

O exercício prova que cada um dos familiares e amigos do homem rico podem por a vírgula no lugar que mais lhe convém para ganhar a herança. Há quatro hipóteses:

  1. Se for o sobrinho: “Deixo os meus bens, à minha irmã não, a meu sobrinho, jamais será paga a conta do padeiro, nada dou aos pobres”.
  2. Se for a irmã: “Deixo os meus bens à minha irmã, não a meu sobrinho, jamais será paga a conta do padeiro, nada dou aos pobres”.
  3. Se for o padeiro: “Deixo os meus bens, à minha irmã não, a meu sobrinho jamais, será paga a conta do padeiro, nada dou aos pobres”.
  4. Se for os pobres: “Deixo os meus bens, à minha irmã não, a meu sobrinho jamais, será paga a conta do padeiro nada, dou aos pobres”.

Afinal, quais são as regras?

Claro que a confusão das vírgulas pode ser compreensível na língua portuguesa, onde para cada regra há uma exceção (e se isso mesmo é uma regra, qual será a exceção a esta regra?). Pode ser um valente nó no intelecto de qualquer um. Mas há dez situações onde as vírgulas são obrigatórias. As regras estão indicadas aqui em baixo a negrito. A frase seguinte é um exemplo prático dessa regra.

  • Para separar partes da frase com a mesma função sintática, a não ser que se use as conjunções “e” ou “ou”. Fui comprar fruta, leite e ovos aos supermercado.
  • Para delimitar o vocativo (quando chama alguém). Pedro, podes emprestar-me o teu livro?
  • Para delimitar uma parte explicativa da frase. O João, que joga futebol, foi comprar umas chuteiras à loja.
  • A seguir a “sim” ou “não” quando surgem no início da frase para se referirem a uma frase anterior. Não, o restaurante não está aberto ao domingo.
  • A seguir a conectores adverbiais. O Fábio gosta de gelado, contudo, evita os de morango. // O Fábio gosta de gelado. Contudo, evita os de morango.
  • Todas as conjunções surgem depois de vírgula, com exceção da conjunção “e”. Preferi não entrar na sala, embora estivesse muito curioso.
  • As orações adverbiais, quando no início de frase, são terminadas com vírgula. Quando descobri que tudo era verdade, fui até casa dele e pedi desculpa.
  • As orações adverbiais, quando no meio da frase, são delimitadas por vírgulas. Hoje à tarde, quando descobri que tudo era verdade, fui até casa dele e pedi desculpa.
  • As orações com gerúndio são quase sempre terminadas com vírgula. Olhando pela janela, Sofia sabia que tinha um longo caminho pela frente.
  • Quando uma palavra ou expressão modificadora do verbo ou de toda a frase surge no início da frase, deve ser seguido por vírgula. Felizmente, a tempestade durou apenas alguns minutos.
  • Quando uma palavra ou expressão modificadora do verbo ou de toda a frase surge no meio da frase, deve ser delimitado por vírgulas. A tempestade vai, felizmente, durar apenas alguns minutos.
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