Christine Lagarde, diretora executiva do Fundo Monetário Internacional (FMI), foi acusada de negligência no caso que envolve a arbitragem entre Bernard Tapie e o Crédit Lyonnais, avança a agência noticiosa AFP. Contudo, a permanência no cargo parece não está em causa. A líder do FMI adiantou à AFP que regressa ao trabalho em Washington já nesta quarta-feira à tarde.

Fonte próxima de Lagarde adiantou à agência Reuteurs que a líder é “extremamente combativa” e que vai apresentar recurso à decisão tomada pelo Tribunal de Paris.

O caso remete para uma sentença arbitral de 2008, que concedeu cerca de 400 milhões de euros ao empresário francês Bernard Tapie (45 milhões foram por danos morais), para concluir o litígio entre o empresário e o Credit Lyonnais. Na altura, Lagarde era ministra das Finanças de Nicolas Sarkozy e Bernard Tapie foi um dos apoiantes de Sarkozy na corrida às presidenciais francesas de 2007, explica a BBC.

Os juízes procuram determinar se a sentença foi fruto de uma simulação de arbitragem organizada com o apoio do poder. Em causa está o facto de Christine Lagarde ter preferido resolver o caso num tribunal arbitral, uma espécie de sistema privado de justiça, em vez de o ter feito num tribunal comum.