Uma edição de Barca do Inferno, “uma demissão”. A psicóloga Marta Gautier saiu do painel de comentadoras do mais recente programa de comentário da RTP informação. Para já, sabe-se que o programa irá continuar apenas com Manuela Moura Guedes, Isabel Moreira e Raquel Varela tendo Nilton como moderador. A decisão de abandonar o programa terá sido comunicada pela própria, na quarta-feira a José Manuel Portugal, diretor de informação da RTP, avança o jornal SOL.

O programa que, segundo Nilton, pretende “todas as segundas-feiras debater a atualidade social e política” teve 35 mil espectadores – 0,4% de audiência. A primeira edição começou com a intervenção de Marta Gautier, psicóloga e atriz, que admitiu não dedicar tempo “a ver temas da atualidade”.

O primeiro tema: a reforma judicial. A psicóloga, filha da escritora Rita Ferro e neta do escritor e filósofo António Quadros, diz ter feito pesquisa e, até quer ajudar os espetadores que têm dúvidas como ela, aconselha que para se lembrarem do nome Citius usem a mnemónica “citrino” que, aliás, vai repetindo ao longo da sua intervenção. É difícil deixar de reparar nos olhares que as restantes comentadoras vão trocando e a jornalista Manuela Moura Guedes chega a interromper: “Isto é a visão da Marta. Que parece-me que está um bocado longe e que não se interessa muito pelas coisas da justiça, ou pelo menos pelo mundo da informática da justiça. É a leitura possível da Marta.” De imediato, nas redes sociais os utilizadores não poupavam as críticas a Marta Gautier que tentava sempre levar a discussão para um registo mais leve.

José Manuel Portugal diz que embora não tenha havido “química” entre a psicóloga e o resto do painel esta não deveria ter saído tão cedo: “É uma mulher inteligente e acho que iria ser capaz de encontrar o registo certo e dar um bom contributo ao programa. Mas a Marta não quis dar tempo.”

A seguir à justiça, Marta deu o mote: “Olhem e vamos mudar de tema, não?”. Um intervalo e discute-se educação. É nesta altura que Marta tem o que Nilton chamou “um cartão vermelho”. Antes de falar, Manuela antecipa: “Lá temos mais uma intervenção extraordinária de Marta”. Entre burburinhos, Marta começa: “Podem haver…”. Perante as correções de Manuela Moura Guedes, repete enunciando as sílabas: “P-o-d-e-m haver. Olha, meu Deus, repara numa coisa, eu sou humana, eu falho. Eu como estou a ir ao coração dos portugueses, as pessoas não reparam, não são tão rígidas.”

O jornal Sol adianta que já na preparação do programa se tinha notado que Marta Gautier não estava tão preparada como as colegas no que diz respeito a assuntos da atualidade.