As empresas japonesas Toshiba e IHI anunciaram em comunicado de imprensa o lançamento de um projeto de investigação que pretende instalar no fundo da costa do país uma série de turbinas parecidas com as utilizadas nos parques eólicos, com o objetivo de converter a força da corrente oceânica Kuro Shivo em energia limpa. O projeto conta com o apoio do órgão do governo japonês New Energy and Industrial Technology Development Organization (NEDO), responsável pela administração dos recursos energéticos do país.

“O sistema de turbinas subaquáticas provará a viabilidade da geração de energia numa ambiente oceânico e promoverá o desenvolvimento industrial, além de contribuir para o aumento da segurança no parque energético japonês”, afirmou a empresa Toshiba no comunicado. De acordo com o US Bureau of Ocean Energy Management, o potencial deste tipo de energia é grande, pois as correntes oceânicas são previsíveis, estáveis e carregam muita energia.

“Enquanto as correntes oceânicas movem-se lentamente em relação à velocidade do vento, elas carregam uma grande quantidade de energia por causa da densidade da água, que é 800 vezes maior que o ar. Assim, para a mesma área de superfície, a água ao mover-se a 19 quilómetros por hora exerce a mesma força que um vento a 177 quilómetros por hora”, afirma a organização.

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Ainda não são conhecidos os detalhes de como funciona a tecnologia, mas a empresa Toshiba adiantou as linhas gerais. “O sistema de turbinas subaquáticas é um dispositivo de geração de energia composto de duas turbinas de rotação anti-horária. Elas estarão ancoradas no fundo do oceano e flutuarão como um papagaio, carregados pela corrente do oceano”.

Conforme avança a página Motherboard, a ideia de aproveitar a energia das correntes oceânicas não é totalmente nova, mas esta é a primeira vez que se emprega a ideia de utilizar turbinas com aerofólios ao longo de um eixo vertical para criar rotação e gerar energia. Um dos motivos principais motivos é o alto custo para a construção, desenvolvimento e manutenção do equipamento, além do possível impacto sobre o ambiente marinho, como por exemplo no movimento migratório dos peixes. Apesar do projeto de investigação já ter começado, não há previsão para a apresentação dos resultados.