A atriz sueca Anita Ekberg, estrela do filme “La dolce vita” (1960), de Federico Fellini, morreu este domingo aos 83 anos de idade, perto de Roma.

“Ela tinha a beleza de uma jovem deusa”, costumava dizer Fellini, segundo o crítico de cinema Ronald Bergan. “A luminosidade da sua pele, os seus olhos azuis límpidos, o cabelo dourado, a exuberância, a sua alegria, faziam dela uma criatura grandiosa, extra-terrestre mesmo e irresistível”, dizia ainda o cineasta.

Conhecida em Hollywood pela alcunha de “o iceberg”, a atriz distinguia-se pela tanto pela sua beleza nórdica como pelo seu caráter mais frio ou aparentemente distante. Anita Ekberg ficou em 14º lugar na lista da Playboy sobre as 100 mulheres mais sexy do séc. XX.

O filme “La doce vita” foi o ponto alto da sua carreira. Depois da rodagem, ficou a viver em Roma durante alguns anos. Em 1987, voltou a filmar com Fellini em “Entrevista”, um filme sobre a vida do realizador onde desempenhou o papel de… Anita Ekberg.

Ex-miss Suécia e ‘pin-up’ dos anos 1950, Anita Ekberg começou a carreira de atriz em filmes protagonizados por Dean Martin e Jerry Lewis.

Nos anos 50 contracenou com vários atores como John Wayne e Lauren Bacall, tendo ganho um Globo de Ouro pelo filme “Blood Alley”, e Audrey Hepburn e Henry Fonda, em “Guerra e Paz”.

A relação a Itália manteve-se sempre forte e o próprio país homenageou-a em 2000 no seu pavilhão na Exposição Mundial em Hanover, ao lado da marca italiana Ferrari e o pintor Leonardo da Vinci.

De acordo com o jornal La Repubblica, Anita Ekberg, descrita como uma “musa de Fellini”, morreu numa clínica em Rocca di Papa, a cerca de 30 quilómetros de Roma.