Futuro da Grécia

Fernando Medina diz que exigências de Tsipras “fazem sentido”. Vitorino aponta “erro de cálculo”

328

Fernando Medina, número dois de António Costa, considera que o governo da Grécia merece "resposta séria da União Europeia". Já António Vitorino diz que há "erro de cálculo" por parte dos gregos.

LUSA

O socialista Fernando Medina, vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, considera que a decisão da Europa de empurrar a Grécia para uma saída do euro será “trágica” e que o que o governo grego pede no âmbito europeu “faz sentido”. Já o potencial candidato presidencial do PS, António Vitorino, considera que os gregos estão a cometer um “erro de cálculo” ao considerarem que os alemães não vão permitir a sua saída da moeda única.

No espaço de debate na SIC Notícias entre destacados militantes de partidos de esquerda e direita, Fernando Medina, número dois de António Costa na autarquia de Lisboa, disse esta noite que as reivindicações do governo de Alexis Tsipras “fazem sentido e merecem resposta séria” por parte dos parceiros europeus. O socialista diz mesmo que a saída da Grécia “é um processo totalmente incontrolável e que gerará o risco de uma turbulência financeira e desagregação na Europa sem precedentes”.

Quem, de ânimo leve, equaciona esse caminho comete um erro grande”, considera Fernando Medina.

Fernando Medina considerou ainda que o único paralelo na história recente é “a situação em que a Alemanha foi colocada pelos aliados europeus no período entre a primeira e a segunda guerra mundial” e que, segundo o socialista, levou à ascensão de Hitler ao poder. “Na Grécia há uma situação explosiva e devia ser levada a sério por quem acha que deve haver Europa”, afirmou Medina.

Já António Vitorino, logo a seguir, no seu espaço de comentário habitual com Santana Lopes também na SIC Notícias, disse que a Grécia está a jogar um “jogo de póquer perigoso” para toda a Europa. “Os gregos estão convencidos que à 25ª hora, o impacto de uma saída da Grécia seria tão profundo que os alemães acabariam por ceder. Mas estão a fazer um erro de cálculo”, avisou o antigo comissário europeu e possível candidato presidencial do PS. No entanto, Vitorino considera que a posição do Eurogrupo também é errada e que “devia haver consenso” e devia procurar-se um acordo.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
NATO

Os 70 anos da NATO, vistos da Europa


João Diogo Barbosa

Não só o “exército europeu” se tornou um dos temas essenciais para o futuro, como foi possível, pela primeira vez, a aprovação de um Programa Europeu de Desenvolvimento Industrial no domínio da Defesa

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)