Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

Acabemos com o suspense: segundo um estudo recentemente publicado no reputado Journal of Fluid Mechanics e citado pela não menos reputada revista Esquire, serão necessárias aproximadamente 1000 lambidelas para chegar ao centro do chupa-chupa.

Embora os investigadores não se tenham propriamente dedicado a contar lambidelas, decidiram estudar a forma como a água interage com o chupa-chupa e contribui para a sua dissolução. E isto para quê? Para ajudar laboratórios farmacêuticos a desenvolver medicamentos que se dissolvam melhor com a água, por exemplo. Mais: fizeram-no também para ajudar os geólogos a explicar como é que os rios e as respetivas correntes moldam as paisagens circundantes.

Aliás, segundo um dos coautores do estudo, Leif Ristroph, professor assistente de matemática no Instituto Courant da Universidade de Nova Iorque, “lamber um chupa-chupa pode ser visto exatamente dessa forma [a corrente de um rio], a língua varre a superfície doce com saliva que arrasta assim os açúcares dissolvidos.”

Ristroph e a sua equipa mediram o tempo que o chupa-chupa levou a dissolver em contacto com a água e extrapolaram os resultados — matematicamente falando –, fazendo uma estimativa de quantas lambidelas seriam necessárias para se atingir o mesmo feito: 1000. Quem duvida da veracidade dos resultados tem duas opções: experimentar por si ou ver as experiências já registadas em vídeo.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR