O Estado Islâmico está hoje mais fraco do que há uns meses, acreditam os responsáveis pela segurança externa dos Estados Unidos da América, país que lidera uma coligação internacional contra aquele grupo terrorista. Para o diretor da agência secreta CIA, John Brennan, “o ímpeto do Estado Islâmico no Iraque e na Síria foi claramente reduzido” e o grupo “foi parado”.
Brennan comentava assim este domingo a ação de diversos países ocidentais contra o Estado Islâmico, que nas últimas semanas tem sido expulso pelas forças armadas iraquianas da cidade de Tikrit, até agora um importante bastião do grupo extremista.
Entre sábado e domingo foram feitos mais nove ataques aéreos a posições terroristas, tanto no Iraque como na Síria. Neste último país, os bombardeamentos centraram-se perto de Kobane (cidade libertada há pouco) e Raqqa, enquanto no Iraque foi Mossul a cidade mais atacada. Em ambos os países, comunicou o comando norte-americano, foram destruídos veículos, armamento, esconderijos e locais de armazenamento de víveres e munições.
São estes ataques aéreos que têm permitido às forças armadas iraquianas e aos combatentes curdos – os peshmerga – avançar sobre as posições ocupadas por fundamentalistas islâmicos. “O nosso trabalho com os iraquianos e o que eles têm feito para os expulsar tem resultado em grandes progressos”, comentou John Brennan, que diz não considerar o Irão um aliado dos Estados Unidos, ainda que aquele país esteja igualmente a combater o Estado Islâmico e a fornecer armas ao Exército iraquiano.