Quatro circuitos turísticos no rio Tejo, organizados pela empresa Carristur, começam esta sexta-feira a explorar a região de Lisboa, a partir do Terreiro do Paço, passando por Cacilhas e Belém.

O administrador da Carristur, António Proença, disse à Lusa que “a ideia é que o rio Tejo seja um distribuidor das pessoas que se deslocam entre os diversos polos interessantes da região de Lisboa”.

Os circuitos “Yellow Boat” percorrem o Rio Tejo, contemplando a vista para a “cidade das sete colinas”, onde os turistas podem observar monumentos como o Castelo de São Jorge, a Sé Catedral e a Ponte 25 de Abril, e, na paragem por Cacilhas, os visitantes podem subir ao Santuário do Cristo Rei.

A empresa de turismo começa com quatro circuitos de “sightseeing” dentro da cidade, que permitem aos visitantes entrar e sair do roteiro durante o período de 24 horas, com o custo de 17 euros.

“Se tudo correr bem iremos ter mais circuitos de hora à hora a funcionar dentro do rio”, afirmou o administrador da Carristur.

Para o presidente da Transportes de Lisboa, Rui Loureiro, estes novos circuitos turísticos fazem com que “a Carristur se projete ainda mais e ganhe um valor incalculável no que diz respeito ao turismo na cidade”.

“É uma mais-valia, algo de muito importante, especialmente, numa altura em que a Carristur atinge mais de 10 milhões de euros/ano nas suas vendas e com uma equipa extraordinária de 220 pessoas que circulam todos os dias pela cidade”, reforçou o responsável pela Transportes de Lisboa, que detém a empresa Carristur.

Em declarações à agência Lusa, Rui Loureiro defendeu a privatização da Carristur, sendo “uma empresa que está no mercado do turismo, naturalmente não é serviço público”.

“Não parece muito correto que as empresas como a Carristur se mantenham no universo de empresas públicas, fazendo de alguma forma uma concorrência desleal aos privados, portanto o melhor é passá-la para o privado”, frisou o presidente da Transportes de Lisboa.