Amália Rodrigues

O rosto de Amália agora está gravado na calçada portuguesa

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O realizador luso-francês Ruben Alves sonhou e a obra nasceu. O rosto da fadista esculpido por Vhils pode ser admirado, a partir desta quinta-feira, na Rua de São Tomé, à sombra de uma árvore.

© Hugo Amaral/Observador

Dois funcionários da freguesia de Santa Maria Maior varriam sem parar as poucas folhas que caíam na pequena praça sem nome, que fica entre a Rua de São Tomé e a Calçada do Menino de Deus, na mui lisboeta Alfama. As pessoas iam-se amontoando junto ao grande pano preto que cobria o segredo, desvendado finalmente às 18h30 desta quinta-feira: o rosto de Amália Rodrigues, trabalhado pelo artista urbano Vhils e a Escola de Calceteiros da Câmara Municipal de Lisboa, mora agora num pedaço de calçada portuguesa. A próxima homenagem pode passar por batizar a praça com o nome da fadista portuguesa.

Tudo começou em França, contou Ruben Alves, o realizador francês de origem portuguesa responsável pelo filme “A Gaiola Dourada”. Um amigo francês que adora Portugal queria fazer um disco de fado para homenagear Amália e não foi preciso insistir para ele abraçar a ideia. “Foi com a voz dela que eu percebi o que era ser português, o meu país de origem”, disse o realizador.

Começou a reunir os fadistas que mais gostava de ouvir. Ana Moura, Carminho, António Zambujo, Camané, Gisela João e Ricardo Ribeiro juntaram-se para cantar as músicas de Amália. O álbum, que vai ser editado pela Universal em meados de julho, conta também com as participações de Caetano Veloso, Mayra Andrade, Bonga e Celeste Rodrigues, irmã de Amália. A também fadista fez questão de estar presente em Alfama para ver o “momento bonito”, disse.

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Celeste Rodrigues ao lado do presidente da Câmara, Fernando Medina. © Hugo Amaral/Observador

Faltava uma capa. “E como o fado está a fazer cada vez mais eco na nova geração, pensei em arte urbana”, contou Ruben Alves, para quem arte urbana em Portugal tem um nome imediato: Alexandre Farto, conhecido por Vhils. “Ele gostou da ideia e acrescentou trabalhar em calçada portuguesa”. E a obra nasceu, entre o chão e a parede da praça anónima onde existem dois bancos e uma árvore. É aquela imagem que vai estar no novo disco.

“Vamos já propor à Câmara [Municipal de Lisboa] que está seja a praça Amália Rodrigues”, disse o presidente da freguesia de Santa Maria Maior, perante o autarca Fernando Medina. Quando chegou a vez de Medina discursar, não ignorou o desafio. “Esta obra é mais uma homenagem a Amália. E levo bem a sugestão em relação ao nome da Praça”.

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