A Grécia tem de pagar ao Banco Central Europeu cerca de 3,2 mil milhões de euros na quinta-feira, mas para o fazer precisa que cinco parlamentos nacionais aprovem o terceiro resgate – sendo que quatro deles são dos maiores opositores a um novo resgate grego. Alguns parlamentos decidiram votar o resgate, apesar de legalmente não terem de o fazer.

Portugal está no lote de países que não vai levar ao Parlamento uma votação sobre o terceiro resgate à Grécia. Bélgica, Chipre, Irlanda, Itália, Malta, Eslováquia e Eslovénia estão na mesma situação.

No entanto, nos próximos dois dias alguns dos principais parlamentos ainda vão discutir a questão. O tempo é escasso, é esperada a aprovação, mas a questão ainda deve deixar marcas.

Letónia, Finlândia, França e Lituânia já aprovaram o resgate. Na lista final estão alguns dos países que mais têm criticado a Grécia:

Espanha

Apesar de não ser obrigatório, o primeiro-ministro espanhol decidiu convocar uma votação para o final da tarde de hoje. A votação deve acontecer pelas 17h.

Estónia

O Parlamento vota hoje o terceiro resgate. A sessão deve começar pelas 14h.

Áustria

Aqui, o terceiro resgate tem de ser aprovado apenas por uma subcomissão que acompanha o fundo de resgate europeu. Estes deputados reúnem-se hoje. O Parlamento austríaco não tem de aprovar o resgate em plenário, mas pode optar por fazer um debate sobre o tema.

Holanda

Os deputados holandeses foram chamados para uma sessão extraordinária, que acontecerá esta quarta-feira, para debater o programa grego. A sessão começará pelas 12h em Haia.

Alemanha

O mais esperado dos debates nacionais está marcado para quarta-feira. Já se sabe que a oposição a mais um resgate à Grécia é cada vez maior da parte dos deputados alemães e não se antecipa um dia fácil para Angela Merkel, especialmente dentro do seu próprio partido. Ainda assim, espera-se que o resgate seja aprovado.

Mecanismo Europeu de Estabilidade

Assim que terminarem os procedimentos nacionais será a vez dos governadores que compõem a administração do MEE – os ministros das Finanças dos países do euro – participarem numa teleconferência para aprovar e colocar em marcha os procedimentos para que o dinheiro seja efetivamente transferido para a Grécia.