Chegar a casa e ser recebido por um robô ainda é um cenário de ficção científica. Mas os robôs que interagem com os humanos são já um cenário do presente. Uma das grandes responsáveis é a Aldebaran Robotics, uma empresa de origem francesa que já foi comprada pela multinacional japonesa SoftBank.

Os robôs que a Aldebaran criou já falam, dançam e compreendem as emoções dos humanos. Para Rodolphe Gelin, diretor do laboratório da empresa, isso não chega: o futuro próximo é ter robôs autónomos, capazes de “tomar as suas próprias decisões“.

Porém, o que a Aldebaran conseguiu não é “brinquedo”: veja-se o robot NAO, nascido em 2006 e desenhado, segundo o site da empresa, para ser “uma companhia amigável (…) de interatividade extrema”.

O Pepper, um robô também ele “social, capaz de conversar e reagir às emoções”, é uma criação mais recente da empresa. Este ano foram colocadas no mercado mil unidades do Pepper, que demoraram um minuto a esgotar. O custo era de 1.400 euros, a que se somavam 180 euros mensais.

Também Pedro Lima, professor de robótica do Instituto Superior, apontava em Junho a autonomia dos robôs como o grande desafio para o futuro, e manifestava o desejo de ter robôs a interagir “com mais naturalidade” com os humanos.