Em declarações aos jornalistas, à margem de uma cerimónia de assinatura de protocolos entre a Faculdade de Medicina do Porto e um conjunto de unidades de saúde do norte, o ministro atribuiu, assim, ao período de campanha eleitoral que se vive no país a realização da manifestação que esta manhã reuniu cerca de 300 pessoas em Ribeira de Pena para exigir um reforço “urgente” de quatro clínicos.

“Esse caso, de acordo com a informação que a ARS do Norte me deu, é que dois médicos reformaram-se em agosto e daqui a 15 dias estão lá dois novos médicos. Neste interregno, o presidente da câmara foi informado de que o problema estava a ser resolvido, mas mesmo assim há uma manifestação”, sustentou.

Em seu entender, “uma situação que se sabe que já está solucionada, que foi meramente temporária, e que mesmo assim origina uma manifestação, só se compreende porque estamos em campanha”.

Cerca de 300 pessoas manifestaram-se hoje, em Ribeira de Pena, no distrito de Vila Real, alertando para a falta de médicos para servir os 6.239 utentes do concelho e exigindo ao Governo um reforço “urgente” de quatro clínicos.

Os populares juntaram-se em frente ao centro de saúde de Ribeira de Pena, distrito de Vila Real, empunhando faixas negras onde se podia ler “Médicos para todos”, “As nossas vidas não são negócios — queremos médicos” ou “A saúde é direito de todos”.

O concelho, neste momento, só dispõe de um médico de família na extensão de saúde de Cerva, com 2.457 utentes a seu cargo, ao passo que os restantes 3.782 habitantes do concelho apenas são servidos por um clínico já aposentado.

Rui Vaz Alves, presidente da Câmara de Ribeira de Pena (PS), disse que “o problema se agudizou há cerca de um mês” e que o município tem insistido e pressionado o Ministério da Saúde, mas que não obteve resposta até ao momento.