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Esperar horas até que a bateria do telemóvel esteja carregada já aconteceu a quase toda a gente e, às vezes, pode ser realmente aborrecido. Mas um novo chip inteligente pode estar prestes a resolver esse incómodo, permitindo que o seu smartphone carregue enquanto toma o pequeno-almoço antes de sair de casa, tudo em menos de 10 minutos, segundo o The International Business Times.

O chip inteligente foi desenvolvido por um professor da Nanyang Technological University (NUS) em Singapura, Rachid Yazami, diretor do programa de baterias e um dos três cientistas que desenvolveram as baterias de iões de lítio na década de 80.

O chip de Rachid Yazami promete mudar drasticamente a forma como carregamos os nossos dispositivos, mas não só. O investigador explica que o chip pode ser utilizado para quase tudo, até para carros elétricos. Face ao tamanho, minúsculo, ele pode ser incorporado em quase todos os tipos de baterias, diminuindo, por exemplo no caso dos telemóveis, o risco da bateria explodir.

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Neste momento a maioria das baterias de iões de lítio é carregada através de um processo lento, que vai libertando pequenas quantidades de energia para evitar o sobreaquecimento. Segundo o investigador, caso o sensor fosse incorporado na bateria, ele seria capaz de calcular a quantidade exata de carga que restava na bateria através da medição da tensão e da temperatura, comunicando a informação a outro sensor, o que permitiria reduzir o tempo necessário do carregamento, com segurança.

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“Embora o risco de uma bateria pegar fogo seja reduzido, com milhares de milhões de baterias de iões de lítio a ser produzidas anualmente, até mesmo uma em um milhão significaria mil falhas”, explicou o professor que continua a realizar novas experiências para tornar as baterias de iões de lítio mais seguras.

“A minha previsão, para o futuro, é a de que cada bateria deverá ter este chip, que pode reduzir o risco de incêndio das baterias em dispositivos eletrónicos e em veículos elétricos, prolongando o seu tempo de ‘vida'”, disse Yazami.

O chip foi desenvolvido ao longo de 5 anos e estará disponível para licenciamento até ao final de 2016.