Júlio Pomar

Exposição coletiva em Lisboa mostra “O Almoço do Trolha” de Júlio Pomar

A pintura "O Almoço do Trolha", de Júlio Pomar, considerada um ícone do movimento neorrealista português, é uma das obras que integram a exposição coletiva do Atelier-Museu do artista, em Lisboa.

A exposição vai ficar patente no Atelier-Museu Júlio Pomar até 21 de maio

Autor
  • Agência Lusa

A pintura “O Almoço do Trolha”, de Júlio Pomar, considerada um ícone do movimento neorrealista português, é uma das obras que integram a exposição coletiva do Atelier-Museu do artista, em Lisboa, a ser inaugurada esta quinta-feira. De acordo com o Atelier-Museu Júlio Pomar, a exposição, que inaugura às 18h, resulta da proposta curatorial que venceu a 2.ª edição do Prémio Atelier-Museu Júlio Pomar/EGEAC (Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural) 2016, “Estranhos dias recentes de um tempo menos feliz”, com curadoria de Hugo Dinis.

A mostra reúne obras de vários artistas e Júlio Pomar está representado com “O Almoço do Trolha” (1946/50), pintado durante um período em que esteve preso no Forte de Caxias, e “Subúrbio I” (1948). Também inclui obras de André Romão, Carlos Bunga, Igor Jesus, Joana Bastos, João Leonardo, João Pedro Vale & Nuno Alexandre Ferreira, Pedro Barateiro e Rodrigo Oliveira.

O pintor Júlio Pomar

Num texto de Hugo Dinis sobre o projeto, o curador explica que as obras apresentadas na exposição “Estranhos dias recentes de um tempo menos feliz” têm em comum “a nostalgia da perda, da decadência e da precariedade”.

O curador enquadra esta ideia na situação socioeconómica portuguesa, assinalando que os “dados atuais apontam para o aumento da pobreza”, mas, por outro lado, “as elites económicas não parecem carecer do mesmo problema de falta de consumo”. “Será digno e solidário referir que a história contemporânea foi de igual modo difícil para todos? Ou será preferível não assumir que o sacrifício e as dificuldades são sempre (ou quase sempre) suportados pela população sem expressão para que continuem nas franjas das sociedades?”, questiona Hugo Dinis no seu trabalho.

“Ao multiplicar os pontos de vista sobre a catástrofe estas obras revelam a impossibilidade de salvação”, conclui o curador nascido em Lisboa, em 1977, licenciado em Pintura na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e com uma pós-graduação em Estudos Curatoriais.

As outras obras presentes na exposição são: de André Romão, “O Inverno do nosso descontentamento” (2010) e “Para um Teatro Pobre” (2010); Carlos Bunga, “Sem título (modelo)” (2007); Igor Jesus, “POV” (2015); Joana Bastos, “Next money income” (2007); João Leonardo, “Untitled (Table)” (2010/11); João Pedro Vale, “Heróis do Mar” (2004) e “Coragem Portugueses, só vos falta serem Grandes” (2010); João Pedro Vale & Nuno Alexandre Ferreira “I Can Hold It, I’m Portuguese! #2” (2017); Pedro Barateiro “The Current Situation” (2015); e Rodrigo Oliveira, “Mau tempo no canal” (2004).

A exposição vai ficar patente no Atelier-Museu Júlio Pomar até 21 de maio.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)