O grupo bancário espanhol Santander teve um lucro de 1.867 milhões de euros no primeiro trimestre de 2017, um aumento de 14,3 % em relação ao mesmo período do ano passado, com os resultados a aumentarem em nove dos 10 mercados onde está presente.

Na informação que enviou esta quarta-feira de manhã à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV) espanhola, o grupo explica que os resultados se devem ao sólido comportamento do negócio ordinário, com tendências positivas em todos os mercados.

O banco tem uma diversificação geográfica equilibrada, com a Europa a ser responsável por 52% dos lucros e a América por 48% (Brasil 26%). O crédito aumentou 2,8%, alcançando os 795.312 milhões de euros e os depósitos de clientes alcançaram os 5,2%, até 705.786 milhões de euros, enquanto os ativos totais chegaram aos 1.351,9 milhões, um crescimento de 2,1%.

O grupo fechou o primeiro trimestre com 15,5 milhões de clientes que consideram o Santander o seu banco principal, enquanto os clientes digitais aumentaram em 4,2 milhões no último ano e alcançaram os 22,1 milhões. “Espera-se que todas as economias dos nossos mercados principais cresçam este ano e confiamos que o modelo de negócio, assim como a execução consistente da nossa estratégia, nos irá permitir continuar a oferecer, no futuro, o melhor aos nossos clientes e funcionários, ao mesmo tempo que geramos crescimento rentável”, afirmou a presidente do grupo Santander, Ana Botín.

O lucro nos primeiros três meses do ano em Espanha foi de 362 milhões de euros, um crescimento de 17,7% em relação ao mesmo período do ano passado. A entidade ganhou 634 milhões de euros no Brasil, mais 77%, devido em parte ao fortalecimento da moeda brasileira, enquanto no Reino Unido lucrou 416 milhões de euros, uma diminuição de 8%, devido à depreciação da libra.

No México, o Santander obteve lucros de 163 milhões de euros (+14%); no Chile de 147 milhões (+21%); em Portugal de 125 milhões (+4%); na Argentina de 108 milhões (+61%), nos Estados Unidos de 95 milhões (16,3%) e na Polónia de 59 milhões (-8%).

O relatório enviado à CNMV também salienta que o rácio de capital do banco CET1 era no final de março de 12,12%, que contrasta com os 12,36% de um ano antes, acima do mínimo requerido de 9,75%, enquanto o CET1 (fully loaded) (que cumpre todas as exigências de Basileia III), alcançou os 10,66% (10,27 um ano antes).