Autora de um plano que passa por lançar o seu primeiro automóvel totalmente autónomo em 2021, ainda que para utilização apenas em serviços de car-sharing, a Ford acaba de fixar, para um ano antes, 2020, a apresentação do seu primeiro veículo eléctrico de larga autonomia. Será um crossover, capaz de cumprir 500 km com uma única carga e que, ao contrário do modelo de condução autónoma, estará disponível para venda ao grande público.

Depois de, no último Consumer Electronics Show, em Janeiro, ter anunciado estar já a trabalhar nesta nova proposta 100% eléctrica, coube agora ao director de Tecnologia da marca da oval, Raj Nair, confirmar não só as informações então divulgadas, mas principalmente anunciar que o carro será barato.

O nosso objectivo é que tenha um preço acessível, de forma a tornar-se um modelo de âmbito generalizado”, afirmou Nair ao Yahoo Finance. “Para conseguir os volumes de vendas que pretendemos, em termos de carros eléctricos, temos de garantir que serão colocados no mercado a preços acessíveis. Caso contrário, continuarão a constituir um nicho e uma espécie de produto de luxo”, acrescentou.

Ainda sobre o futuro crossover 100% eléctrico, o mesmo responsável explica que o modelo deverá anunciar uma autonomia a rondar, à partida, os 500 km, embora a vontade do fabricante seja ultrapassar essa marca. “Acredito que estamos no caminho certo, em termos de tecnologia, para que seja possível garantir uma autonomia de, pelo menos 500 km, num crossover que não deixará de ter um preço acessível, além de ser competitivo”, sentenciou.

Raj Nair garante ainda que a marca da oval está pronta para todo e qualquer tipo de concorrência no segmento do veículo eléctrico. Até por acreditar que, quantos mais forem os concorrentes, mais depressa o progresso acontecerá: “Sempre nos mostrámos receptivos à concorrência. Há aspectos relativos à componente económica das baterias que certamente beneficiarão de uma futura economia de escala. Quanto maior for a penetração deste tipo de veículos, mais os construtores beneficiarão com a economia de escala.”