Atores

Bolsas seniores vão promover contratação de atores mais velhos na televisão e cinema

A Fundação GDA e a GEDIPE criaram bolsas no valor de 90 mil euros para ajudar a financiar os salários dos atores portugueses com mais de 65 anos e poucos rendimentos. Projeto arranca em janeiro.

Cada uma das bolsas irá cobrir 70% dos honorários até 3 mil euros de atores com mais de 65 anos e baixos rendimentos

A Fundação GDA vai lançar, em colaboração com a GEDIPE — – Associação para a Gestão Coletiva de Direitos de Autor e de Produtores Cinematográficos e Audiovisuais, com um conjunto de bolsas no valor de 90 mil euros para ajudar a financiar os salários dos atores portugueses com mais de 65 anos e poucos rendimentos em 2018, procurando promover a contratação destes profissionais para as áreas do cinema e televisão.

As Bolsas de Integração Profissional para Artistas Seniores no Setor Audiovisual serão financiadas em igual percentagem pelos dois organismos e cada uma delas irá cobrir 70% dos honorários até 3 mil euros dos atores “que não usufruam de um rendimento mensal superior a 1,5 salários mínimos e que não receberam outros rendimentos do cinema ou da televisão nos 12 meses anteriores“, explicaram a Fundação GDA — braço social e cultural da entidade que gere os direitos de propriedade intelectual de músicos, atores e bailarinos em Portugal — e a GEDIPE — representante dos produtores cinematográficos, videográficos e televisivos portugueses — em comunicado.

Para poderem ter direito a uma destas bolsas, os atores terão de se registar, a partir de 2 de janeiro, numa área do site da Fundação GDA a que terão acesso produtores e realizadores interessados em avançar com propostas de contratação, “sabendo à partida que — dentro dos limites mencionados — só terão de suportar 30% dos honorários dos artistas que contratarem nestas condições”.

“O objetivo principal deste projeto consiste em promover a reintegração funcional e profissional de artistas seniores”, explicou o diretor-geral da Fundação GDA, Mário Carneiro, no comunicado. “A ideia central é a constituição de um núcleo de artistas cuja contratação, por parte do sector audiovisual, seja facilitada por uma bolsa de remuneração que diminui os encargos diretos das entidades contratantes. Verificamos que, à medida que envelhecem, muitos atores deixam de ter trabalho. Queremos por isso dar um contributo para que os produtores e os realizadores portugueses possam incluir mais artistas seniores nas suas obras.”

Para Paulo Santos, diretor-geral da GEDIPE, a criação destas bolsas trata-se de “um projeto exemplar, talvez a nível mundial”. “Todas as profissões do audiovisual — produtores, realizadores, autores e atores – são imprescindíveis, sem a sua complementaridade não há criatividade artística. Os produtores portugueses saberão utilizar esta bolsa de empregabilidade que está a ser criada e, seguramente, vão tirar dela mais valias para enriquecer a ficção nacional”, afirmou, citado na mesma nota.

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