Os pensionistas vão receber mais já a partir de janeiro. Os aumentos vão variar entre 1% e 1,8%, consoante os valores das pensões. Também o Indexante dos Apoios Sociais (IAS), que serve de valor de referência para vários apoios sociais e de critério de acesso para outros, vai subir mais de sete euros. Os aumentos decorrem da atualização da inflação divulgada, na quinta-feira, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo o Negócios e o DN, as pensões mais baixas (até 857,8 euros) terão o maior aumento: 1,8%. Pensões entre 857,8 euros e 2.573,4 euros vão ter aumentos na ordem dos 1,3%. E as pensões mais altas (acima de 2.573,4 euros e até 5.055,84 euros) vão ter um aumento de 1%. O Diário de Notícias faz as contas e diz que esta atualização se vai traduzir em aumentos entre os 3,7 e mais de 50 euros.

Já se sabia que as pensões aumentariam mas não se sabia quanto, ao certo. Agora o INE divulgou a taxa de inflação média dos últimos 12 meses, sem habitação, em novembro, e esse (1,33%) supera em em 0,1 pontos percentuais as previsões do governo. Desde 2009 que não se registava um aumento tão elevado, segundo o DN, que escreve que serão atualizadas 2,8 das 3,6 milhões de pensões.

Para agosto está prevista uma subida (de, pelo menos, seis ou 10 euros) para os pensionistas que recebem até 643,4 euros mas com esta atualização em janeiro quem recebe pensões a partir de 550 euros já vai ter um aumento de pelo menos 10 euros. Por isso, quem tem reformas abaixo deste patamar é que poderá vir a beneficiar desse aumento extra em agosto. O Negócios dá um exemplo: quem tiver pensões no valor de 500 euros terá uma atualização de nove euros em janeiro e em agosto receberá apenas mais um euro.

Indexante que serve de referência a apoios sociais também sobe sete euros

Mas não são apenas as pensões que vão subir no próximo ano. Também o indexante dos apoios sociais (IAS), que serve de referência a muitas prestações sociais vai ser atualizado de 421,32 euros para 428,90 euros. Com esta subida subirão também os limites mínimo e máximo do subsídio de desemprego — aumentos de 7,5 euros e 18,95, respetivamente –, bem como os valores do subsídio social de desemprego (que corresponde a 80% ou 100% do IAS).

O IAS serve ainda de referência, por exemplo, ao valor do rendimento social de inserção (43% do IAS) e ao valor mínimo do subsídio de doença (que corresponde a 30% do IAS e que aumentará assim 2,27 euros — de 126,4 para 128,67 euros), bem como para determinar o valor do subsídio de morte (aumentará mais de 22 euros). É ainda pelo IAS que é aferida a condição de recursos das famílias e que determina se estas têm ou não por exemplo, direito a isenções de taxas moderadoras ou direito a abono de família.