Líderes israelitas criticaram esta segunda-feira o presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, por um discurso no domingo numa reunião do Conselho Central da Organização da Libertação da Palestina (OLP) contra o presidente norte-americano, Donald Trump, e Israel.

Abbas disse que os palestinianos não vão aceitar o plano de paz de Trump para o Médio Oriente, considerando que as promessas de paz do presidente norte-americano se transformaram na “bofetada do século”.

A reunião da direção da OLP, que termina segunda-feira, foi convocada para analisar a resposta ao reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel pelo presidente norte-americano.

Mahmoud Abbas referiu que os palestinianos continuam empenhados nas negociações, mas adiantou que Trump destruiu a sua credibilidade como um agente de paz no Médio Oriente.

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Também acusou Israel de ter acabado com os acordos de Oslo, assinados em 1993 entre as duas partes sob mediação do presidente dos Estados Unidos Bill Clinton e visavam um aumento da autonomia palestiniana.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, que se encontra numa visita à Índia, disse que Abbas “rasgou a máscara” e mostrou o que considerou ser a verdade.

“A raiz do conflito entre nós e os palestinianos é a sua contínua recusa em reconhecer o Estado judeu sejam quais forem as fronteiras”, escreveu Netanyahu na rede social Facebook.

Para o ministro da Defesa israelita, Avigdor Lieberman, Abbas “perdeu a razão” e desistiu da perspetiva de negociações de paz a favor de um confronto aberto com Israel e os Estados Unidos, enquanto o ministro da Educação, Naftali Bennett, líder do partido Lar Judaico, disse que o discurso de Abbas representava o seu “canto do cisne”.