Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

Parece uma partida, mas é a mais pura das verdades. A Porsche concebeu o Panamera Turbo S E-Hybrid, uma berlina familiar com 680 cv, cortesia de um motor V8 biturbo de 550 cv a gasolina, a que associou a uma unidade eléctrica de 136 cv, alimentada por uma pequena bateria de apenas 14,1 kWh, o suficiente para anunciar uma autonomia, em modo eléctrico, de 50 km. Ora, o problema está exactamente aí: na bateria.

Não que tenha alguma deficiência, ou o seu desempenho esteja abaixo das expectativas. Sucede que o Panamera mais potente representa cerca de 60% do total de vendas da gama, o que não colocou grandes problemas à Porsche. Até se pode dizer que a marca alemã gostou da novidade, pois quanto mais sofisticada e bem equipada é a versão, mais cara é, mais margens deixa na conta bancária do fabricante. O problema surgiu quando a Porsche se apercebeu que o fornecedor de baterias não consegue fabricar mais acumuladores, o que a impede de entregar um veículo que, na Europa e em média, custa cerca de 190 mil euros.

Para nós, não havia problema em aumentar a fabricação anual do Panamera Turbo S E-Hybrid em 8.000 unidades. Mas há limitações, uma vez que dependemos da capacidade do fornecedor de baterias, que tem dificuldades em acompanhar o incremento de encomendas”, confessou o responsável pela fábrica de Leipzig, Gerd Rupp.

Obviamente, isto vai fazer derrapar o prazo de entrega de veículos. Rupp afirma que, “em média, um cliente deverá contemplar um atraso extra entre três e quatro meses, para qualquer Panamera híbrido”, o que deixa antever que até o Panamera 4 E-Híbrido está condenado a não “acelerar” na linha de produção tanto quanto a marca gostaria.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR