Os Estados Unidos da América, a França, o Canada e a Alemanha juntaram-se ao Reino Unido, ao acusarem a Rússia de ter utilizado um agente nervoso para envenenar um antigo espião. “Um ataque à soberania do Reino Unido”: são estas as palavras utilizadas, afirma a CBC. Moscovo já avisou que irá expulsar diplomatas britânicos como forma de protesto.

A posição do Reino Unido já tinha sido assumida por Theresa May, que expulsou 23 diplomatas russos no seguimento do envenenamento de Sergei Skripal e da filha, na cidade de Salisbury. A par desta decisão, o governo inglês afirmou também que iria cortar uma série de ligações com Moscovo, assim como tomar posição em relação ao “dinheiro sujo” dos russos e outras “atividades de estado hostis” realizadas em terras de Sua Majestade.

Numa rara tomada de posição conjunta, May, Donald Trump, Emmanuel Macron e Angela Merkel afirmaram que “não existe nenhuma explicação alternativa plausível” à responsabilidade russa nos ataques. “Esta utilização de um agente nervoso de nível militar, desenvolvido pela Rússia, constitui o primeiro ataque com agentes nervosos na Europa desde o fim da Segunda Guerra Mundial”, acusam os líderes. Dizem ainda que este foi um “ataque à soberania inglesa” e uma “violação de direito internacional”.

Donald Trump, que já foi muitas vezes acusado de não ter uma posição firme perante Vladimir Putin, afirmou que “parece mesmo que são os russos que estão por trás disto”, numa conferência de imprensa após reunião com o Primeiro-Ministro da Irlanda, na Sala Oval.

Numa outra declaração, também divulgada esta quinta-feira, o Primeiro-Ministro do Canadá, Justin Trudeau, reiterou o seu apoio ao Reino Unido. “O Canadá é inabalável na posição que já assumiu”, escreveu o governante. Trudeau acrescentou ainda: “o Reino Unido pode contar com o total apoio do Canadá nos esforços para responsabilizar a Rússia pelo seu comportamento inaceitável e ilegal.”