A obra “Clean Up”, do sul-coreano Kwon Man-ki, venceu o prémio de melhor filme da terceira edição do festival internacional de cinema de Macau (IFFAM), foi anunciado esta sexta-feira.

Surpreso na sala de imprensa, momentos após a atribuição do prémio, Kwon Man-ki destacou o baixo orçamento do filme, centrado nas consequências devastadoras de um rapto. Um “exercício magistral” aos olhos do diretor artístico do festival, Mike Goodridge.

O dinamarquês Gustav Moller foi eleito o melhor realizador com “The Guilty”, um filme “arrojado e difícil de filmar”, já que a ação se desenrola num único cenário, destacou o grande júri. Jakob Cedergren, que dá vida ao protagonista, recebeu o prémio de melhor ator.

A cerimónia de entrega de prémios decorreu no centro cultural de Macau, perante cerca de 800 convidados, entre responsáveis locais, da indústria cinematográfica e vários cineastas.

O prémio especial do júri foi para “White Blood”, da realizadora argentina Barbara Sarasola-Day. A realizadora relatou a “experiência incrível” vivida nas filmagens, na fronteira entre a Argentina e a Bolívia.

Já o prémio de melhor atriz foi entregue à alemã Aenne Schwarz, com o filme “All Good”.

O filme “Ága” conquistou o prémio de melhor contribuição técnica, entregue ao diretor de fotografia Kaloyan Bozhilov, enquanto Barnaby Southcombe venceu o melhor argumento com “Scarborough”.

Presidido pelo realizador chinês Chen Kaige, o júri era também composto pelo realizador de Hong Kong Mabel Cheung, a atriz indiana Tillotama Shome, o produtor australiano Paul Currie e o realizador bósnio Danis Tanovic.

Por fim, o prémio de melhor filme chinês, na secção “novo cinema chinês”, foi atribuído a “Up the Mountain”. A nova secção, com seis filmes dedicados à língua chinesa, foi a grande aposta do ano para reforçar a programação do festival.

O festival arrancou no passado dia 8, com uma conferência de imprensa protagonizada por Nicolas Cage, embaixador da terceira edição.

Para o ator norte-americano, Macau é “fascinante” por ser palco de uma “interação cultural harmoniosa” entre o português e o chinês.

“Macau é um lugar com uma história incrível. Na minha opinião, é fascinante por causa da interação cultural harmoniosa entre o chinês e o português”, disse, revelando um interesse particular em “ver a arquitetura e perceber as diferentes influências” na cidade.

A terceira edição apresentou mais de 50 filmes internacionais e 14 produções locais, dois com mão portuguesa: “Diamantino”, de Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt, e “Hotel Império”, de Ivo Ferreira.

Em 2017, o filme “Hunting Season”, da realizadora argentina Natalia Garagiola, ganhou o prémio de melhor filme do segundo festival internacional de cinema de Macau e o francês Xavier Legrand conquistou a distinção de melhor realizador com “Custody”, um ‘thriller’ sobre terrorismo doméstico.