Ambiente

Subsídios ao petróleo e carvão atingem 5,2 biliões

O Fundo Monetário Internacional afirma, num estudo, que os diferentes países subsidiam em cerca de 5,2 biliões de dólares os combustíveis tradicionais. China lidera, seguida dos EUA, Rússia e Europa.

Os números são avassaladores e apontam para a maioria dos países subsidiarem os combustíveis fósseis em 5,2 “triliões” de dólares, à inglesa, o que em português corresponde a 5,2 biliões de dólares (ou seja 5,2 milhões de milhões). Quem o afirma é o Fundo Monetário Internacional (FMI), revelando que os valores são relativos a 2017, acrescentando ainda que, sem os ditos subsídios e adoptando uma fiscalidade“inteligente”, poderiam ter sido reduzidas em cerca de 1/4 as emissões totais de carbono.

Na sua análise, o FMI começa por recordar que utiliza uma definição mais vasta de subsídios aos combustíveis, uma vez que considera a diferença entre o preço dos combustíveis pagos pelos utilizadores, e o que deveria ser pago caso esse valor reflectisse o preço do combustível, acrescido dos impostos necessários para compensar os custos ambientais e a necessária margem de lucro. Os especialistas do Fundo para Defesa do Ambiente apontam para um valor mínimo de 40 dólares por tonelada de dióxido de carbono (CO2) como o necessário para compensar o excesso de emissões, o que obrigaria a encontrar soluções mais próximas da neutralidade em carbono. Contudo, não falta quem considere que 40 dólares é colocar a fasquia demasiado baixa.

O FMI chama a atenção que os ditos subsídios atingiram 4,7 biliões de dólares em 2015, tendo subido para 5,2 em 2017, sendo a China o país mais poluente, com 1,4 biliões de dólares, seguida dos EUA (649 mil milhões), Rússia (551 mil milhões), União Europeia (289 mil milhões) e Índia (209 mil milhões).

75% dos subsídios visam compensar a falta de eficiência na produção de energia dos países visados, sendo que o carvão e o petróleo absorvem 85% do total das verbas”, observa o estudo.

“Um preço mais correcto dos combustíveis em 2015, logo sem os subsídios, teria reduzido as emissões de carbono em 28% e o número de mortes por doenças do foro respiratório em 46%, isto enquanto incrementaria o PIB em 3,8%”, pormenoriza o relatório. O FMI salienta ainda que, mesmo sem considerar os custos ambientais, os subsídios aos combustíveis fósseis atingiram 296 mil milhões de dólares em 2017.

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