Na reunião anual dos accionistas, segundo foi reportado pela Bloomberg, o novo CEO da Audi, Bram Schot, revelou uma série de novidades que estão em preparação para os próximos tempos. Um dos primeiros modelos a ser alterado é o coupé TT, que “será substituído dentro de uns anos por um modelo igualmente emocionante e proposto dentro dos mesmos valores, mas accionado por motores eléctricos e alimentado por bateria”, revelou Schot.

Ainda os presentes na reunião se estavam a recompor da boa nova em relação ao TT, eis que o CEO deixou no ar a possibilidade de o R8 não ter direito a nova geração, pelo menos em linha com a actual.

Fará sentido termos um sucessor do R8 com motor de combustão? Será que isso se coaduna com a nossa actual visão para o futuro?”, questionou o CEO da Audi.

Garantindo que a marca que lidera vai incrementar as vendas e que planeia fazê-lo apoiada nas versões electrificadas, o novo CEO garantiu que, “num futuro próximo, 40% das vendas dirão respeito a modelos eléctricos e híbridos plug-in (PHEV)”. O objectivo é “vender um milhão de modelos electrificados por ano, a partir de meados na próxima década”, ou seja, 2025.

À revista alemã Manager Magazin, Schot adiantou que, “nos próximos dois anos, a Audi vai lançar cinco modelos 100% eléctricos e sete PHEV”, para em 2025 ter no mercado “30 veículos electrificados (capazes de serem recarregados a partir da rede eléctrica), dos quais 20 serão exclusivamente a bateria”.

Na referida reunião, Bram Schot não deixou de abordar o que poderá acontecer ao sucessor do A8, o topo de gama da marca alemã. Avançou que “a decisão ainda não está tomada, mas não é impossível que o futuro substituto seja 100% eléctrico”, com o CEO a contar que até lá – no mínimo, mais seis a sete anos –, as baterias evoluam a ponto de garantir uma maior autonomia e rapidez na recarga.