Um em cada cinco novos Ford vendidos na Europa é um SUV, tendência que não pára de aumentar e que leva a marca norte-americana a apostar cada vez mais nesta classe de veículos. A prova disso é que decidiu recuperar o nome de um antigo coupé e dar-lhe nova vida num corpo de crossover urbano. O novo Puma é o mais jovem elemento de uma família SUV que não pára de crescer (Fiesta Active, Focus Active, EcoSport, Kuga, Edge e o novo Explorer Plug-In Hybrid) e tem nas suas dimensões compactas um dos seus maiores trunfos, pois as formas contidas colocam-no a disputar um dos segmentos mais concorridos (B) e o que mais cresce.

Para garantir que entra nesta “guerra” com hipóteses de ganhar clientes, a marca da oval foi buscar a plataforma que serve o Fiesta e montou sobre ela uma carroçaria de linhas estilizadas e agressivas, como fica bem num modelo que pretende incutir a ideia de uma maior “robustez”.

No interior, as diferenças para o utilitário são tão subtis que só um olhar muito atento e algumas dicas ajudam a descortinar as diferenças. Mas a Ford faz questão de salientar o que o Puma tem e mais ninguém oferece neste segmento: caso dos bancos com massagem lombar e a abertura mãos-livres do portão traseiro. E é precisamente lá atrás que se encontra um dos maiores argumentos deste pequeno SUV – uma grande mala. É mesmo, de acordo com a marca, a melhor bagageira da classe (456 litros), trunfo a que alia uma série de soluções de arrumação que facilitam o acondicionamento da carga.

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A lista de equipamento é extensa e inclui funcionalidades que não são habituais em modelos desta bitola. Desde logo, por apostar na segurança e na assistência à condução com a integração de 12 sensores ultrassónicos, três radares e duas câmaras. Este arsenal, combinado com cruise control adaptaivo com Stop & Go, com o sistema de reconhecimento de sinais de velocidade e com a função de centragem do veículo na sua faixa, oferece outra tranquilidade e segurança ao condutor. Outra estreia, desta feita num Ford do segmento B, reside na câmara traseira que oferece uma visão de 180 graus.

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No lançamento, que ocorrerá em Portugal em Janeiro do próximo ano, o Puma irá propor duas versões do tricilíndrico 1.0, uma com 125 cv ( emissões de CO2 de 131 g/km e consumo de combustível de 5,8 l/100km) e uma segunda com 155 cv.  Ambas recorrem à tecnologia mild hybrid, que combina o motor a gasolina com a assistência eléctrica do binário por via de um sistema a 48V. Mais tarde, juntar-se-á à gama um diesel com transmissão automática de sete relações e dupla embraiagem.