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Educação

Peritos sugerem tábua rasa no ensino da Matemática

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O Ministério da Educação nomeou um grupo de peritos para redesenhar o ensino da Matemática. Conclusões estão prontas e recomendam começar do zero, deitando fora leis do PSD/CDS e do PS.

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

Um grupo de peritos constituído em dezembro pelo Ministério da Educação quer que o ensino da Matemática assente num novo currículo, deixando para trás documentos que considera contraditórios entre si, noticia o Público esta terça-feira.

Coordenado pelo professor Jaime Carvalho e Silva, da Universidade de Coimbra, o grupo fez um total de 24 recomendações ao longo de quase 300 páginas, que estarão em consulta pública nos próximos três meses.

Em causa está “a elaboração urgente de um currículo de Matemática para todos os ciclos de escolaridade (do 1.º ciclo do ensino básico até ao final do ensino secundário)”, que “deverá substituir todos os programas de Matemática, em particular o programa e as metas curriculares em vigor” — aprovadas pelo anterior ministro Nuno Crato —, “e as aprendizagens essenciais que deles decorreram” — aprovadas pelo atual ministro Tiago Brandão Rodrigues. Ou seja, eliminar “a profusão de documentos curriculares nacionais díspares, que atualmente coexistem dirigidos ao ensino da Matemática.”

O novo currículo nacional, defende ainda o grupo de peritos, “deve ser pensado por ciclos e não por anos de escolaridade” e “os conhecimentos matemáticos a abordar em cada ciclo devem ser num número relativamente pequeno”.

Ouvido pelo Público, o presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática, Filipe Oliveira, que colaborou na elaboração dos programas e metas curriculares de Nuno Crato, reconhece que a situação atual “é insustentável”, mas defende que “sejam revogadas as aprendizagens essenciais e se mantenham os programas e metas curriculares que estão em vigor”.

Já o presidente da Associação de Professores de Matemática, Lurdes Figueiral, concorda que que se avance para um novo currículo nacional, que seja “coerente e progressivo”, defendendo que, em todo o caso, “nunca se parte do zero, porque há sempre muito trabalho já feito”.

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