Quando anunciou que tinha transaccionado 95.356 veículos no 2º trimestre de 2019, um novo recorde para a empresa, a Tesla deixou antever que os resultados financeiros também seguiriam esta tendência de melhoria. Wall Street previu 6,375 mil milhões de dólares de facturação e perdas de 0,54 dólares por acção. Falhou por pouco, uma vez que a facturação foi de 6,349 mil milhões, contra perdas de 1,12 dólares por acção.

Comparando com o trimestre anterior, onde a marca facturou 4,5 mil milhões e perdeu 4,50$ por acção, a melhoria de resultados foi notável. Isto para um fabricante pequeno (produzirá este ano cerca de 400.000 veículos), que continua a atravessar um período de grandes investimentos, da fábrica na China aos novos modelos que tem agendados para breve (Model Y, Roadster, Pick-Up e Semi), a que é forçoso somar o contínuo investimento da rede própria de postos de carga, que já vai em 1.533 estações com 13.344 postos, agora em fase de upgrade de 125 para 250 kW de potência.

Na comunicação que enviou aos accionistas, a Tesla informou que os resultados foram de acordo com o esperado, revelando uma franca melhoria, esperando que o 3º trimestre do ano seja aquele em que regressará aos lucros, e novo aumento do volume de vendas. Avançou ainda que a empresa tem capital disponível no valor de 5 mil milhões de dólares, para fazer face aos investimentos programados. Por outro lado, o fabricante americano de veículos eléctricos confirmou que, no trimestre, a média de rendimento bruto por veículo rondou os 19%, um valor muito respeitável para a indústria automóvel.

No comunicado foi ainda confirmado que o Model Y será produzido a partir do Outono de 2020 na fábrica de Fremont, na Califórnia, além dos que vão ser construídos na Gigafactory 3, a chinesa, que deverá começar a laborar sensivelmente nessa altura. Revelou ainda que a produção de baterias (células e packs) deverá apenas ser incrementada em 2020 – aumento de produção devido ao Model Y, cuja procura será ainda superior ao Model 3 – e que se a operação de produção de baterias estacionárias está a crescer a olhos vistos, a procura por painéis fotovoltaicos (e telhas) continua abaixo das previsões.